Que todos sejam um para que o mundo creia

O legado de Jesus em sua ultima conversa registrada por João nos capítulos de 13 a 17

João 17 (Unidade)

No capítulo 15 do evangelho de João, vimos que se trata de quantidade. Uma comunidade que cresce e multiplica-se através de cada um de seus membros. Hoje vamos ao capítulo 17 do evangelho de João onde vamos tratar de unidade.

  • Família = unidade
  • Muitos filhos = quantidade
  • Semelhantes a Jesus = qualidade

No capítulo 17 já não é mais conversa de Jesus e seus discípulos. A conversa acaba no capítulo 16. Agora Jesus diante de seus discípulos muda a direção de suas palavras. Agora fala ao Pai, aí abre seu coração e derrama sua alma diante do Pai na presença dos discípulos, e nesta oração, Jesus faz o pedido mais difícil de ser respondido desde que o pecado entrou na história da humanidade.

Este capítulo é único na bíblia. Todo o capítulo, exceto a primeira frase, expressa uma oração. Jesus muitas vezes passava a noite inteira falando com o Pai. Sobre o que Ele falava durante todo este tempo? Não sabemos pois não há registros.

Quando o Espírito Santo o levou ao deserto e lá ficou 40 dias em oração e jejum. Lá permaneceu este tempo sozinho com o Pai. O que ele falou naquele momento? Não sabemos. Só temos algumas frases da oração de Jesus.

No Getsêmani: “Que seja feita sua vontade.”

Jesus deve ter passado várias horas falando a mesma coisa. Por isso o capítulo 17 do evangelho de João é um único registro amplo de uma das orações de Jesus.

O Judeu

Deus colocou este capítulo(17) em meu coração deste 1983. Eu estava em Buenos Aires onde fui a uma loja comprar algumas coisas e ali tinha uma fila e eu tinha que aguardar. Comecei a conversar com um outro homem. – Sempre que temos oportunidade, a conversa deve terminar em Jesus. – Então quando falei a ele de Jesus, ele disse:

Judeu: eu sou judeu.

Jorge: Ah, você é judeu? Parabéns. Você sabe onde eu nasci?  – Retirei minha identidade e mostrei que nasci em Israel.

Judeu: Você é judeu?

Jorge: Não. Sou armênio mas nasci lá. – Neste momento ganhei a simpatia por termos algo em comum.

Jorge: Há algo que não compreendo de vocês judeus. Nós cremos no messias de vocês, mas vocês não creem no seu próprio messias.

Judeu: Eu já li todo o antigo e o novo testamento e tudo que leio me inspira e motiva a pensar que Jesus é o messias. Mas eu tenho um problema.

Jorge: Qual o problema?

Judeu: Temos aprendido desde pequenos que quando vier o messias, ele irá unir seu povo e vocês “os cristão” estão tão divididos que não consigo crer que Jesus é o messias.

Nunca iria imaginar sua resposta.  Fiquei arrasado com a resposta do judeu.

Aqueles minutos foram tão difíceis. Então, finalmente comprei o que eu queria, entrei em meu carro e chorei bastante dizendo: “Deus perdoa nossas divisões. Não sei quem é o culpado, mas estamos divididos.”

Depois de confessar, eu prometi a Deus que durante o resto de minha vida, estaria orando, jejuando, pregando, ensinando, mudando atitudes, para progredir para a unidade.

Em poucos dias eu fui para a Europa com Ivan Baker, fomos convidados pelo Movimento dos Focolares (movimento religioso de inspiração cristã fundado em 1943) a um encontro e naquele encontro uma mulher falou sobre João 17.

Como eu estava sensível por conta da experiência com o judeu, meu coração já estava preparado. Depois fomos à outros países e terminamos na Espanha. Lá um pastor nos convidou a um outro encontro nas montanhas, então algumas irmãs cantaram uma canção que era João 17.

Ali eu tive uma revelação sobre a dor do coração do Pai por conta de nossas divisões. Eu chorei tanto que não consegui mais pregar. Meu colega Ivan pregou em meu lugar.

Depois voltamos para casa, em meu quarto no meu tempo de oração, agora já tranquilo. Abri a bíblia em João 17 e comecei a ler e orar. Orar com olhos abertos, lendo a oração de Jesus, fazendo a oração de Jesus a minha oração.

Já no dia seguinte eu queria ler outro capítulo, mas não conseguia. Por dois ou três meses, a minha oração e leitura era João 17. Deus colocou estes capítulos em meu coração e muitas coisas começaram a mudar em minha vida e ministério.

Até então havia uma divisão muito grande entre as igrejas renovadas, comunidades e todas as outras denominações pentecostais. Pregávamos há muito tempo, mas cada vez mais a divisão era maior.

Orando por vários meses e ministrando João 17 a vários pastores, depois de muito tempo a diferença entre os nós foi caindo. Antes éramos doentes, rejeitados. Hoje somos reconhecidos e tudo é para a glória de Deus.

Capítulo 17 do evangelho de João

JESUS falou assim e, levantando seus olhos ao céu, disse: Pai, é chegada a hora; glorifica a teu Filho, para que também o teu Filho te glorifique a ti; 2 Assim como lhe deste poder sobre toda a carne, para que dê a vida eterna a todos quantos lhe deste. 3 E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste. 4 Eu glorifiquei-te na terra, tendo consumado a obra que me deste a fazer. 5 E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse. 6 Manifestei o teu nome aos homens que do mundo me deste; eram teus, e tu mos deste, e guardaram a tua palavra. 7 Agora já têm conhecido que tudo quanto me deste provém de ti; 8 Porque lhes dei as palavras que tu me deste; e eles as receberam, e têm verdadeiramente conhecido que saí de ti, e creram que me enviaste. 9 Eu rogo por eles; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus. 10 E todas as minhas coisas são tuas, e as tuas coisas são minhas; e nisso sou glorificado. 11 E eu já não estou mais no mundo, mas eles estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós. 12 Estando eu com eles no mundo, guardava-os em teu nome. Tenho guardado aqueles que tu me deste, e nenhum deles se perdeu, senão o filho da perdição, para que a Escritura se cumprisse. 13 Mas agora vou para ti, e digo isto no mundo, para que tenham a minha alegria completa em si mesmos. 14 Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo. 15 Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal. 16 Não são do mundo, como eu do mundo não sou. 17 Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade. 18 Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo. 19 E por eles me santifico a mim mesmo, para que também eles sejam santificados na verdade. 20 E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela sua palavra hão de crer em mim; 21 Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. 22 E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um. 23 Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim, e que os tens amado a eles como me tens amado a mim. 24 Pai, aqueles que me deste quero que, onde eu estiver, também eles estejam comigo, para que vejam a minha glória que me deste; porque tu me amaste antes da fundação do mundo. 25 Pai justo, o mundo não te conheceu; mas eu te conheci, e estes conheceram que tu me enviaste a mim. 26 E eu lhes fiz conhecer o teu nome, e lho farei conhecer mais, para que o amor com que me tens amado esteja neles, e eu neles esteja.

A primeira frase da oração de Jesus revela o objetivo final de toda esta oração.

“Pai, é chegada a hora; glorifica a teu Filho, para que também o teu Filho te glorifique a ti”

Como em uma peça musical, o primeiro acorde indica o tom da partitura. Tudo que Jesus pede aponta para o único objetivo supremo: Que o Pai seja glorificado. Mas a glorificação do Pai depende da glorificação do Filho. O Pai tem um só filho e se Ele é glorificado, nele é glorificado o Pai.

Se analisarmos com atenção esta oração, podemos ver que Ele intercede por 3 círculos de pessoas.

  1. Por ele mesmo
  2. Pelos onze discípulos
  3. Por todos os que crerão nele através dos séculos

Em cada um destes 3 círculos, temos o mesmo objetivo . Que o Pai seja glorificado.

No versículo 4 Jesus diz: “Eu glorifiquei-te na terra, tendo consumado a obra que me deste a fazer.”

Como quem diz: “Pai, missão cumprida, acabei a obra.”

Qual é a obra?

Ele disse:

  1. Manifestei o nome do Pai
  2.  Transmiti as palavras e eles receberam
  3. Creram que tu me enviou. Que eu era o filho de Deus

E o que pede Jesus? Glorifica-me contigo.

Como quem diz: “Pai, agora eu vou para a cruz, vou morrer e ser sepultado. Pai, ressuscita-me, exalta-me a tua destra pois sou teu único filho. Glorifica a teu Filho para que Tu sejas glorificado Nele.”

A partir do versículo 9, Jesus intercede pelos 11 discípulos, com exceção de Judas. Antes de Jesus orar por toda a igreja, ora pelos líderes da igreja, e qual a petição?

1 – petições pelos discípulos (v.11, 15, 17)

Jesus ora pela liderança da igreja: “Que sejam um e que sejam santificados.”

A única maneira em que o Filho é glorificado, e assim o Pai, é sendo a igreja santa e única.

Depois do 3 círculos de pessoas, Jesus ora por todos que crerão nele pela palavra de seus discípulos. (v.20)

Estamos incluídos nesta oração. Jesus orou por todos nós e a partir do versículo 20 ele abre uma interseção por todos nós.  (v. 21, 22 e 23)

Imagino que João 17 é um resumo da oração que Jesus fez diante deles. Imagino que João faz um resumo da oração de Jesus e se no resumo ele repete 5 vezes a expressão “que sejam um”, então quantas vezes Jesus repetiu “que sejam um”?

A única forma para que o Pai seja glorificado na terra e que todos os filhos sejam um e que sejam também santos.

Por ventura glorificam a Deus nossa divisão? Não.

Glorifica a Deus nossa unidade? Sim.

Não tem outra forma. O Pai tem um só Filho e o Filho tem um só corpo. A divisão da igreja não glorifica o Pai, glorifica aos homens e mostra nossa miséria, nossa carnalidade.

  1. Além disso quero mostrar algo muito importante. Esta oração abarca 4 períodos da história.
  2. Desde o batismo de Jesus até João 17;
  3. Desde João 17, passando pela crucificação, até o pentecostes;
  4. De pentecostes até a segunda vinda de Cristo.
  5. Desde a segunda vinda de Cristo até a eternidade

A maior parte da interseção de Cristo, desde o versículo 9 até o versículo 26, exceto o versículo 24, Ele intercede pela Sua igreja durante o terceiro período. Ficando evidente que a carga principal é por este período. Qual é este período? A igreja na terra. Desde pentecostes até a segunda vinda de Cristo.

Os discípulos de Jesus, durante o pentecostes, se encheram do Espírito Santo e isso mudou tudo. Passaram de homens carnais a homens espirituais.

Antes de pentecostes, mesmo sendo discípulos, eram carnais, mas quando o Espírito veio, a carne deles foi crucificada. Jesus se instalou neles e assim se tornaram homens espirituais e daí pra frente não houve briga para saber quem seria o maior, mais sim, se pareceram com Jesus.

Então os que criam eram um só carne, tinham coisas em comum. Em Jerusalém havia 12 apóstolos mas uma igreja apenas. Cada apóstolo não tinha a sua igreja. A liderança era única.

Jesus trouxe novamente para nós (João 17). Está lá a oração de Jesus, não como uma coisa espiritual, mas, como um desafio para que o Pai seja glorificado em nós nestes dias.

Este período está descrito no versículo 24

Cinco desculpas mais comuns que devemos descartar para que a divisão não continue

1 – no céu, todos seremos um

Lembro que fui com Ivan Baker a uma cidade e depois da reunião, Ivan, que conhecia a igreja tradicional e alguns de seus membros, e na na casa de um deles, Ivan sentou-se no piano e começamos a cantar. A sala se encheu da presença do Senhor e então quando Ivan terminou, a dona da casa suspirou e Disse: “Que lindo! No céu todos seremos um”.

No fundo aquela irmão disse: “Que pena que estamos divididos, mas o dia chegará”.

Eu: “Irmã, vamos ser uma aqui na terra.”
Irmã:  “Você acha?”
Eu: “Não só acho, mas Jesus orou para que todo mundo creia.”

Não sei se convenceu mas foi um bom momento.

Jesus disse: 

“Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal.” v.15

“Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste.” v.21

“Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim, e que os tens amado a eles como me tens amado a mim.” v.23

Jesus orou para que todos fossem um neste terceiro período.

O desafio é neste período.

2 – Já somos um em Cristo. Uma unidade espiritual, unidade do corpo invisível de Cristo.

Isto em parte é verdade. Já somos um em Cristo. Então se somos um, temos que agir e viver de acordo com o que somos.

Quando um homem e uma mulher se casam, Deus os declara uma só carne. Se depois se divorciam, para Deus eles continuam sendo uma só carne, pois o vínculo que os une é indissolúvel, mas agora eles se separaram, continuam sendo um para Deus e na prática continuam divididos.

Jesus é restauração. Está orando para que a igreja seja um de um modo visível par o mundo. O mundo não entende nada sobre o corpo invisível de Cristo.

O mundo acredita no que vê. Ao vivermos divididos, se torna difícil para o mundo crer.

3 – Unidade na diversidade

O novo testamento fala de diversidade de dons, ministérios, mas jamais fala de diversidade de igrejas.  Ao contrário, cada vez que ensina sobre diversidade de dons, ao mesmo tempo ensina que estes dons agem em um só corpo.

Para Deus, não existe, Assembléia de Deus, Igreja Batista, católica, metodista,…

Não há justificativa para a unidade na diversidade.

4 – Somos como Israel, um só povo mas dividido em doze tribos

Uma vez respondi a alguns líderes nos Estados Unidos. “Toda figura do antigo testamento que não está no novo testamento não é base de doutrina para a igreja.”

Jesus instruiu doze apóstolos, mas nunca ensinou que deveriam ser doze igrejas.

Em atos, temos “a igreja”.

Em Corintos, Paulo corrige energicamente a igreja que corre atrás de diferentes apóstolos. Paulo não aceita de modo nenhum aquela circunstancia.

5 – Resignação

A teologia da raposa.

Veio até a videira, viu que as uvas estavam boas, tenta apanhar as uvas e não consegue. Então resolve deixar por achar que estão verdes.

Esta é a teologia da raposa. Esta é a mais difícil de vencer.

Seria ideal ter uma igreja sem denominações, mas hoje isso é impossível. Passaram-se tantos séculos, há tantas diferenças, doutrinas, divisões,…

Alguns dizem: A unidade é uma utopia. Pode ser utopia para o homem. Se este fosse o plano de homens, seria utopia, mas não há utopias para Deus.

Primeiro devemos afirmar que este é o projeto eterno de Deus. É o que Ele se propôs a fazer através de Seu Filho desde antes da fundação do mundo.

Quando Deus se propôs a criar o vasto universo, tudo ele fez do nada. Deus, do nada cria o universo. Que utopia! Sim, para o homem, mas não para Deus.

A pergunta é: Qual o tamanho de Deus?

Humanamente é impossível que uma virgem tivesse um filho. Então o anjo disse: “Porque nada é impossível para Deus” – Lucas 1:37

Tudo é possível para Deus. Se cremos, veremos a glória de Deus.

  • Somos discípulos da raposa ou de Jesus?
  • Deus quer que sua igreja na terra volte a ser uma?
  • Terá poder para fazer com que sua igreja seja uma e santa outra vez aqui na terra?
  • Deus o fará? Unirá sua igreja na terra?
  • O Pai responderá a oração de seu filho em João 17?
  • Vai fazer isto em nossa geração?
  • Deus quer? Deus pode? Deus fará?

Temos que estar firmes e temos que responder com verdade, deixando o raciocínio e sendo baseado na revelação da palavra de Deus.

Deus pode fazer isto.

Deus pode pensar: “Se esta geração não crê, vamos aguardar a próxima, até que surja na terra uma verdadeira geração de crentes. Homens e mulheres que creem que Deus é poderoso para fazer tudo o que ele determinou.”

Ou achamos que a história terminará assim:

Jesus: “Pai, tentei fazer, mas me perdoa, não consegui fazer.

A vontade de Deus em sua mão será prospera. Somos esta geração que cremos em nosso Deus. Em nossa geração se tem produzido um pronto de inflexão.

Na geometria, inflexão é quando uma linha se quebra e desvia o rumo.

Então nos últimos 500 anos, quando se iniciou a reforma protestante, surgiram muitas linhas diferentes, então a igreja caiu em diversas divisões.

Em nossa geração aconteceu uma extraordinária mudança. As linhas experimentaram outro ponto de inflexão e as linhas divergentes se transformaram em linhas convergentes. Enquanto estão divergindo, parece que não há esperança, mas já existem linhas que estão convergindo. Não podemos em 5 anos mudar história de séculos. Deus tem seu tempo por nossa causa. O derramamento do Espírito Santo está acelerando este processo. A palavra de Deus está sendo lida com outros olhos. Os principais teólogos sadios, estão falando que a igreja está entrando na era “pós-denominacional”. Alguns continuam divergentes, mas outros já são convergentes.

A nossa geração é uma geração privilegiada. Como eu gostaria que a nova geração pesquisasse se esta é uma idéia de homens ou de Deus?

Porque nós, homens, podemos errar, mas a palavra de Deus é para sempre. Pode ser que alguns na velhice se desviem, então você precisa pegar a palavra, assim recebendo a revelação, sendo levantada uma geração com mais convicção, mais pureza,…

Uma de minhas orações mais fortes: “Deus levanta uma nova geração com palavra, com raízes, que vão além de nós, que corrijam alguns erros nossos, mas que vão na direção certa”.

Não posso acreditar que a história da igreja termina com fracasso, porque se isso acontecer, significa que Jesus fracassou. Não é possível que os planos de Deus, aquele que tudo estabeleceu antes da fundação do mundo, fracasse.

Precisamos estudar a bíblia, a história da igreja na bíblia, para que não caiamos nos mesmos erros.

Ainda não falamos a parte mais forte da oração. O que mais me impressionou nesta oração é que Jesus pede a seus discípulos que tenham o mesmo nível de unidade que há entre o Pai e ele. “que sejam um como nós somos um”.

O modelo que Jesus apresenta como unidade é a trindade. É uma petição tremenda. Ele pede algo sobrenatural, uma unidade que só existe na trindade. Humanamente uma loucura, algo impossível de se alcançar. Por isso não se dirige aos discípulos pedindo isso, pede ao Pai.

Estevão disse a Pedro: “Você escutou o mesmo que eu? Que sejamos um como o Pai e o filho são?”

Podemos imaginar a unidade que há entre o Pai, filho e Espírito Santo? Existe rivalidade entre eles, alguma inveja?

O Pai ama o filho e o entregou todas as coisas. O filho ama o Pai, sempre fez o que agradava a Ele. Cada um procurou glorificar o outro. O Pai exaltou o filho e ordenou que todo o joelho se dobre diante Dele. O filho glorificou ao Pai e lhe deu toda a glória. O Espírito Santo veio para glorificar ao filho. Honrai-vos uns aos outros. Submetei-vos uns aos outros. O filho se submeteu ao Pai mesmo sendo igual a Ele em glória e poder.

Nunca houve divisão ou rivalidade. Entre eles sempre houve um respeito mutuo, sujeição, e acima de tudo o amor ágape (amor fraternal e espiritual – em grego “αγάπη”).

É possível que seres mortais, pecadores alcancem semelhante grau de unidade? O que é impossível para o homem, é possível para Deus.

Não só carregou nossos pecados, mas juntou-se a nossa natureza pecaminosa, tornou-se um com a mesma baixeza, luxuria, miséria, egoísmo, ciúmes, rancores, inimizades, e ao morrer na cruz, matou toda nossa maldade.

Sabendo que nosso velho homem foi crucificado juntamente com Ele para que nosso corpo não seja mais escrevo do pecado.

Cremos na obra da cruz?

O maior obstáculo para a unidade da igreja não são as denominações, é a carne. Dentro de uma mesma denominação há divisão. Carne com denominação ou sem denominação é pecado.

Crucificamos todos nossos desejos com Ele.

O Pai colocou em seu filho toda a sua glória, e Jesus nos transmitiu esta glória.

Quando Jesus lavou os pés, a glória se fez visível. Nos detalhes do dia-a-dia, podemos ver a glória de Deus em Cristo e a glória de Cristo em nós.

É possível que os doze, cada um com sua ambição de querer ser o primeiro, depois de pentecostes não discutiram entre eles. A multidão dos que criam eram uma só coração e alma.

Quando Paulo repreendeu a Pedro duramente, Pedro poderia reagir e dizer: “Ei, calma aí! Como você se atreve a me repreender se você não é nenhum dos doze?!”, mas não foi esta sua reação. Com humildade aceitou a correção. Isso é glória.

Por outro lado, Paulo, foi com autoridade corrigir a Pedro. Autoridade de Jesus em Paulo. Ás vezes vem um irmão com autoridade de Jesus para me corrigir, outras vezes com a autoridade de Jesus eu tenho que corrigir o outro e assim podemos ser um. Isso é glória.

O egoísmo tinha sido superado pelo amor, a carne pelo espírito.

Deus pelo espírito, irá encher sua igreja de glória e mais glória. Ele dará a revelação da glória que já está em nós para que sejamos todos cheios de toda a plenitude de Deus.

Qual será o resultado da unidade? O mundo vai crer.

Como está o mundo hoje? Dividido. Violência familiar, crimes, morte, inimizade, individualismo, dinheiro, injustiça social. O mundo está dolorido. Muito sofrimento, muita exploração sexual, drogas, fome, muitas lágrimas.

O mundo está confuso, não tem a solução para os problemas. A família está destruída, a criminalidade aumenta. Os conflitos internacionais aumentam.

A única esperança para o mundo é a igreja.

Por isso Jesus orou: “Pai que todos sejam um para que o mundo creia”

Esta unidade está predeterminada por Deus desde antes da fundação do mundo.

Série baseada nos capítulos 13, 14, 15, 16, 17  do evangelho de João

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