Onde está a força da Igreja?

A força do ministério da Igreja está em alguns poucos, seus líderes, ou em todos os discípulos? A parábola dos talentos (Mateus 25:14-30) nos ajuda a responder esta pergunta.

O ensino central desta parábola é que o Senhor dá a todos nós oportunidade para trabalhar. Queremos destacar dois princípios da obra. Primeiro: o Senhor dá medidas diferentes de graça para servir, exemplificado naqueles que receberam cinco, dois e um talentos. Segundo: ninguém no corpo de Cristo fica sem receber nada; todos têm uma medida de graça para trabalhar, exemplificado naqueles que pelo menos receberam um talento.

Vamos fazer um cálculo. Imaginemos uma igreja local que tenha 4 pastores, os quais compararemos com aqueles que receberam 5 talentos; 20 ajudantes, comparados com aqueles que têm 2 talentos; e 800 discípulos, comparados com os que têm 1 talento. Se multiplicássemos, qual seria o resultado? Teríamos 20 talentos, do grupo de pastores, 40 talentos dos ajudantes e 800 talentos dos discípulos. Onde está a força da Igreja? Dos de cinco, dois ou um talento? Sabemos a resposta e concluímos:

Quanto mais uma igreja tem discípulos desempenhando o seu serviço, mais essa igreja ganha força para cumprir a obra que o Senhor designou a ela que fizesse.

Watchman Nee afirma em um de seus escritos: “O que importa não é o quanto podemos trabalhar ou quanto peso podemos levar; mas sim, o quanto nós somos capazes de levar todos os discípulos, todos de um talento, a fazerem sua parte e desempenhar o seu serviço”.

Anos atrás o Conselho Mundial da Igreja, ao estudar o crescimento da Igreja na América Latina, chegou à conclusão que seu crescimento era proporcional ao envolvimento de cada discípulo na obra. Assim, quanto mais irmãos se envolvem na obra, mais a obra cresce.

Perguntamos: ONDE ESTÁ A FORÇA DA IGREJA? Onde está o maior depósito da graça e dom de Cristo? Ainda que os pastores e seus ajudantes façam tudo que está ao seu alcance, o fruto será bem menor do que se pode obter se ti-vermos todos fazendo o seu serviço.

Mas deixamos aqui uma interrogação: Será que a estrutura da Igreja oferece oportunidade da operação dos discípulos que têm um talento? Ou está demasiadamente voltada para aqueles que têm dois ou cinco talentos? Onde está o foco de investimento do nosso trabalho ministerial?

Trecho extraído da obra “O Serviço dos Santos”,
por João Nelson Otto

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