Oito coisas que devemos evitar no Discipulado

Deus delegou autoridade para edificar nossos irmãos. Se não exercermos autoridade não podemos edificar a casa de Deus. No entanto, devemos estar muito atentos sobre esta área, porque o exercício da autoridade envolve riscos e perigos que devem ser evitados.

Relacionamos oito coisas sobre as quais devemos ter cuidado:

1) O desejo de poder

Este é um dos males mais arraigados na natureza humana. Quando percebemos que estamos no controle (alguém que dizemos “venha” e ele vem, para outro dizemos “vai” e ele vai, a outros dizemos “faça tal coisa” e faz) podemos sentir uma satisfação carnal. E isso pode chegar a perverter o nosso coração, fazendo uso da autoridade para alimentar o nosso ego. Se exercemos autoridade, deve ser exclusivamente para servir os irmãos (Mateus 20,25-28).

2) Abuso de autoridade

Quanto dano faz exercer autoridade sem amor, graça e carinho! Exercer autoridade não significa agir e falar em tom ditatorial e agressivo, senão, mostrar ao discípulo, a vontade do Senhor com amor e firmeza. Embora, algumas vezes, uma repreensão é necessária, ela não pode ser o tom permanente em nosso relacionamento com os discípulos (1 Tessalonicenses 2,7-8).

3) Falta de autoridade

Outro perigo é o de manter uma autoridade aparente, sem exercê-la de fato. Ser brando em demasia e condescendente com a vida do discípulo não o ajudará no seu desenvolvimento. Nesse caso, a relação nada mais é do que uma amizade. Sem instruções, ordens claras, monitoramento e gestão (2 Timóteo 4.2; Tito 2:15).

4) Querer ser uma autoridade em todos os assuntos

Nós não somos autoridade em todos os assuntos. Devemos nos limitar às áreas que nos competem. Temos de aprender a dizer “não sei”. Em determinadas situações, encaminhar o discípulo para outra pessoa, e muitas outras vezes consultar e aconselhar em vez de dar uma resposta precipitada.

5) Gerenciar vidas ao invés de treiná-las

O peão e o aprendiz estão sob chefia, no entanto, depois de vários anos, o peão permanece peão e o aprendiz se torna chefe. Um discípulo é um aprendiz; devemos, acima de tudo, ensiná-lo e formá-lo. É fácil lidar com uma vida; a questão é formá-la. Não diga a ele o que ele pode descobrir por si mesmo, não faça o que ele pode fazer, delegue responsabilidades e dê espaço de modo que possa experimentar.

6) Perpetuando uma autoridade vertical desnecessariamente

Nosso objetivo é que os discípulos cresçam e cheguem a maturidade. Na medida em que isso ocorra a verticalidade deve ir declinando para dar lugar a mutualidade “sujeitos uns aos outros” (Ef 5,21 ;. 1 Pedro 5.5). Nós não devemos ser um “plugue” para os nossos discípulos, mas, incentivá-los a crescer ainda mais do que nós mesmos.

7) Sendo “intocável”

Devemos lembrar que, acima de tudo, somos irmãos. Qualquer discípulo deve ser livre para admoestar-nos quando vê algo errado em nossas vidas. Existem aqueles que nos questionam porque há rebeldia em seu coração, mas há aqueles que sempre nos questionam porque eles têm mais vida e inquietações legítimas no seu interior. Não devemos resistir sistematicamente a qualquer questionamento, mas objetivamente, considerar a contribuição dos irmãos que pensam diferente de nós.

8) Tratar a todos da mesma forma

Não podemos tratar a todos igualmente. Não podemos discipular da mesma forma o jovem e o velho. O tratamento deve ser de acordo com cada pessoa. Em 1 Timóteo 5,1-2 Paulo pede a Timóteo que seu tratamento seja de acordo com cada pessoa. Seria prejudicial ter um método único e dar a todos o mesmo tratamento. Embora os princípios e ensinamentos são os mesmas para todos, no entanto, o tratamento deve ser de acordo com a pessoa, tendo em conta a sua idade, sexo, personalidade, capacidade e outras questões.

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