O importante não é só como iniciamos o nosso Ministério, mas fim é o que conta

O importante não é só como iniciamos o nosso ministério, mas é o fim que conta

“Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno.” (Salmo 139.23,24)

“Tende cuidado, irmãos, jamais aconteça haver em qualquer de vós perverso coração de incredulidade que vos afaste do Deus vivo; pelo contrário, exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama Hoje, a fim de que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado.” (Hebreus 3.12,13)

“Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não reconheceis que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados.” ( 2 Coríntios 13.5)

“Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma do pão e beba do cálice” (1 Coríntios 11.28)

“Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé.” (2 Timóteo 4.7)

OBJETIVO

Avaliar as razões por que muitas pessoas que foram grandemente usadas por Deus no passado, muitas vezes de uma forma poderosa, hoje estão sem nenhuma expressão ou ministério.

Deus quer que este fato seja um AVISO para nós e para aqueles que esperam ser usados por Ele, para aqueles que estão sendo usados por Deus agora e também como uma explicação para aqueles que foram mais usados por Deus no passado do que agora e mostrar-lhes onde caíram; o caminho de volta para a restauração de um ministério frutífero e ungido pelo Espírito Santo.

“Ora estas cousas se tornaram exemplos para nós a fim de que não cobicemos as cousas más, como eles cobiçaram.” (1 Coríntios 10.6)

EXEMPLOS NA PALAVRA

Saul – 1 Sm 13.13 e 14; 28.7 – rebeldia/obstinação = feitiçaria/idolatria
Salomão – 1 Re 11.1-8 – mulheres; prostituição = idolatria
Sansão – Jz 16.1 e 23 – prostituição
Gideão – Jz 8.27 – idolatria, religiosidade
Noé – Gn 9.20-23 – bebida
Uzias – 2 Cr 26.16-21 – exaltação, orgulho
Josafá – 2 Cr 18.1-3 e 20.35 – alianças iníquas

Estes homens começaram bem, foram grandemente usados por Deus, porém erraram feio no final de suas vidas. Certamente nenhum destes líderes jamais sonhou que seu fim seria assim. Precisamos aprender com a vida deles, com o exemplo negativo do fim de suas vidas.

Precisamos continuamente nos perguntar:
Em alguma época da minha vida a unção do Senhor sobre mim foi maior do que agora? (1 Coríntios 9.27)
Já tive uma intimidade maior com Deus do que agora? (Jeremias 7.23,24)

Queremos abordar alguns dos pecados mais comuns que podem ser a causa da perda da unção sobre nossas vidas e também do ministério, e até com o tempo serem a causa de toda a nossa vida se perder.

Omissão no investimento de tempo a sós com Deus – Falta de prioridade Oração; Palavra; Adoração

“Buscai, pois, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça, e todas estas cousas vos serão acrescentadas.” (Mateus 6.33)
“Entretanto, pouco é necessário, ou mesmo uma só cousa; Maria, pois, escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada.” (Lucas 10.42)

Pecamos quando somos omissos e não passamos um tempo regularmente com Deus e sua palavra para conhecê-lo (Os 6.6; Pv 4.7 e 9.10; Fp 3.10).
Só podemos tornar Deus conhecido na proporção que o conhecemos. Quantas vezes não passamos uma visão distorcida da natureza e caráter de Deus por não conhecê-lo. Também pecamos se não há uma vida contínua e espontânea de adoração.

“Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a Ele darás culto.” (Mateus 4.10)

A ordem é muito importante! O nosso serviço diante do Senhor em forma de adoração não pode ser menor do que o ministrar aos irmãos ou a obra. Se assim acontecer, iremos servir aos irmãos de uma forma muito pobre. Uma terceira forma de cairmos neste pecado é quando não intercedemos pelos outros regularmente.

“Já não há ninguém que invoque o teu nome, que se desperta e te detenha.” (Isaías 64.7)

“Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.” (Mateus 11.28)

“…desembaraçando-vos de todo peso, e do pecado que tenazmente vos assedia…” (Hebreus 12.1)

Não somente pecado, porém carga, preocupação, ansiedade.

Contínua desobediência a verdades já reveladas

Leia 1 João 2.3-4,6; João 7.17; Tiago 1.22; Hebreus 2.1-2

Resultado da desobediência:

  • Diminuição e enfraquecimento no relacionamento de amizade com Deus e os irmãos
  • Não ouvir mais a voz de Deus
  • Falta de unção
  • Falta de sede e zelo por evangelismo
  • Insatisfação, desânimo, falta de alegria
  • Crítica, murmuração

Falta de autenticidade, de coerência

Significa não viver a verdade que se prega (ou não confessar que não se conseguiu ainda viver quando se testemunha); também envolve falta de preparação antes de estar diante das pessoas (“o Espírito Santo não é capa de vagabundo”). Ainda é não dar a fonte quando se prega a mensagem de outros.

Esta é a acusação de Deus contra os profetas (Jeremias 23.18,21,22-30).

NÃO É SUFICIENTE CONHECER A VERDADE – OU ENSINAR A VERDADE – PRECISAMOS VIVER A VERDADE PARA SERMOS VERDADEIROS.

Somente quando somos a verdade (nele) é que o ensino pelo Espírito Santo pode ser recebido e aplicado nos corações.

“Porque Esdras tinha disposto o coração para buscar a lei do Senhor e para a cumprir e para ensinar em Israel os seus estatutos e os seus juízos.” (Ed 7.10)

Também é um blefe, uma farsa, uma mentira viver uma dupla moral no lar, no emprego – espírito de religiosidade:
– em casa, cheio de brigas
– uma aparência exterior de que tudo está bem.

Relações impuras em relação ao sexo oposto (pensamentos, palavras ou atitudes)

A pureza de nossa amizade com os outros é diretamente proporcional aos nossos pensamentos em relação a eles.

“Qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura no coração, já adulterou com ela.” (Mt 5.28)

“Nada há oculto, que não haja de manifestar-se, nem escondido, que não venha a ser conhecido e revelado.” (Lc 8.17)
“O que encobre as suas transgressões, jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia.” (Pv 28.13)

Falta de perdoar aqueles que nos magoaram e feriram

Hebreus 12.15 – Rancor e ressentimento são pecados com um tremendo poder destrutivo que ataca nossa mente, alma e espírito, e por isso nosso ministério.

Mateus 6.14-15 – Deus nos fala da necessidade de perdoar para que Ele perdoe os nossos pecados. Muitos perdem a clareza e o vigor de seu ministério por não se apropriarem do amor de Deus para perdoar (Romanos 5.5).

Tocar nos ungidos do Senhor

“Não toqueis nos meus ungidos, nem maltrateis os meus profetas.” (Salmos 105.15)
“Não julgueis para que não sejais julgados. Pois com o critério com que julgardes, sereis julgados; e com a medida com que tiverdes medido vos medirão também.” (Mateus 7.1-2)

1 Samuel 24.4-6 – Davi e Saul

Muitas vezes cometemos este pecado quando abertamente criticamos e julgamos sem fatos e base suficiente. Muitas vezes ironizamos, fazemos gracejos acerca dos ministérios e métodos dos outros, comentários que inferiorizam, desprezam.

Precisamos ver este pecado do ponto de vista de Deus, da sua ótica e prisma. Quão sério é!!

Números 12.9-10 – Miriã e Arão contra Moisés
2 Samuel 6.13 – Mical contra Davi

Orgulho – Roubar a glória de Deus para si mesmo

“Eu sou o Senhor, este é o meu nome; a minha glória, pois, não a darei a outrem, nem a minha honra às imagens de escultura.” (Isaías 42.8)

“Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao teu nome dá glória” (Salmos 115.1)

Ver exemplos:
Daniel 4.25-27,30 – Nabucodonosor (pastando)
Atos 12.20-21 – Herodes (comido por vermes)

Orgulho – Não receber/aceitar a correção e exortação dos outros

A correção que vem do Senhor testifica em nossos corações pelo Espírito Santo; a correção que vem dele vem na hora certa, e é feita com espírito de brandura e com amor. (Gálatas 6.1; Provérbios 15)

“exaltou-se o seu coração para a sua própria ruína, e cometeu transgressões contra o Senhor, seu Deus, porque entrou no templo do Senhor para queimar incenso no altar do incenso.” (2 Crônicas 26.16-21) – ele ficou leproso.
Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.” (Tiago 4.6)

Inveja

Isto acontece quando não reconhecemos e até duvidamos que Deus está sendo glorificado no ministério e vida de outros irmãos.
1 Samuel 18.9-10 – Saul e Davi: um espírito maligno de ciúmes, inveja.

1Falta de submissão – Princípio de Satanás

Rebeldia a outros que estão em posição de autoridade (1 Pedro 5.5; Romanos 13; Mateus 28.18).

Podemos pecar nesta área quando:

  • Simplesmente não queremos estar debaixo da autoridade de ninguém (Efésios 5.21)
  • Quando somos desobedientes à autoridade delegada por Deus
  • Quando não há submissão aos líderes e pastores que estão sobre nós e agem de acordo com os princípios bíblicos.

Omissão em não buscar a Deus para ter uma visão clara e atual para as pessoas a quem servimos

Isto significa não buscarmos a Deus para saber quais são as pessoas certas, com ministérios certos, que servem de acordo com os métodos de Deus, no caminho e tempo de Deus. Não depender do Espírito Santo para ministrar sobre as pessoas, basear-se nas experiências anteriores, em psicologia.

Temor dos homens

É estar mais preocupado com as reações dos homens do que com a reação ou aprovação de Deus para com nossas atitudes e ações.

Provérbios 29:25
Gálatas 1:10
1 Samuel 15.30

Em diariamente não preenchermos as condições de sermos cheios do Espírito Santo

“mas enchei-vos do Espírito” (Efésios 5.18)

Isto acontece quando:

  • Diariamente obedecemos a vontade de Deus
  • Arrependemo-nos dos nossos pecados, com confissão e fruto digno de arrependimento
  • Oramos para ser controlados pelo Espírito Santo
  • Falamos continuamente em línguas.

ADVERTÊNCIA

Lucas 13:6-9 – parábola da figueira

Deus, na sua infinita misericórdia, nos avisa, corrige, adverte e nos dá inúmeras oportunidades para nos arrependermos dos nossos pecados, que nos afastam da unção de Deus.

O IMPORTANTE NÃO É SÓ COMO INICIAMOS O NOSSO MINISTÉRIO, PORÉM É O FIM QUE CONTA: SE CHEGAMOS AO ALVO OU NÃO!

adaptado de um artigo de Joy Dawson, Revista Logos, 1981

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