O Homem Desertor

Há alguns anos atrás, Ann Landers, renomada jornalista e conselheira norte-americana, saudou seus leitores diários com a “coluna mais difícil que tenho que escrever”, e em seguida explicou: “A dama com todas as respostas, não tem uma agora”. Estava se divorciando depois de 20 anos de casamento.

Recentemente, Richard Roberts, filho do Evangelista Oral Roberts, que sempre exortava a seus telespectadores a “esperar um milagre”, anunciou o rompimento de seu casamento.

Nesta mesma época, a cantora e líder ativista anti-homossexual norte-americana, Anita Brayante, apresentou o pedido de divórcio com seu esposo de 20 anos, Bob Green. Seu comentário foi: “Não era tão maravilhoso como qualquer um poderia esperar”.

Três casais, aparentemente modelos, dois dos quais são cristãos que creem na Bíblia, foram vítimas da guerra acirrada para destruir a família em nossa cultura. O fracasso desses casamentos testemunha não tanto a falta de caráter, ou vontade por parte das pessoas envolvidas, mas sim da grande pressão que esta sendo exercida contra o casamento em nossa sociedade. Ainda que a investida contra o casamento venha de muitos lugares ao mesmo tempo, há nesse momento, uma debilidade subjacente na família de nossa sociedade, que está permitindo o inimigo usar ao máximo suas astúcias.

Derek Prince, escritor cristão norte-americano, fez uma declaração que, ainda que assombrosa por sua honestidade fez vibrar uma corda profunda e sensível, em meu espírito: “O problema com a família não é a mulher rebelde, é o homem omisso.” Neste tempo circulava muito ensino sobre “Mulheres encontrando seu lugar”, “Andando debaixo da cobertura”, e “A mulher submissa”.

O que se ensinou durante este tempo foi muito necessário e muito correto, porém, a ênfase no papel da mulher parecia originar-se em uma série de circunstâncias pouco usuais. Nos primeiros dias de movimento carismático, a maioria dos participantes era mulheres e havia uma genuína necessidade de que as mulheres se conduzissem de acordo com as Escrituras em seus relacionamentos matrimoniais, e isto conduziu a uma ênfase exagerada no papel da mulher. Quem estaria mais impaciente para ministrar estes ensinos do que os mestres da Bíblia, todos homens?

Nosso diagnóstico do problema foi preciso: A ordem tinha que ser restaurada nas famílias da igreja; porém as prescrições não foram totalmente adequadas. O coração do problema em uma casa desordenada nem sempre é uma esposa rebelde ou insubmissa. Frequentemente é um esposo omisso que foge de suas responsabilidades como esposo e como pai, e, por negligência permite que as iniciativas em seu lar recaiam sobre sua esposa. Normalmente quando um homem passa a ocupar sua posição no lar e começa a exercer ativamente alguma liderança bíblica, sua esposa exclama: “Ufa, Até que enfim!”.

Depois de 22 anos de casamento, não tenho dúvidas de que “O omisso” é uma parte da natureza, masculina. Faz algum tempo o Senhor pôs esta escritura em meu Espírito: “Celebrado e nas portas seu marido quando se assenta entre anciãos nas portas” (Provérbios 31:23). O êxito ou fracasso na vida determina-se melhor no lar do homem do que em sua profissão. O êxito em qualquer outro campo não recompensará o fracasso no lar. Hoje, quando um pastor deixa o ministério, comumente é devido às pressões e problemas em sua família. Algumas das principais empresas dos Estados Unidos estão incluindo as esposas nas entrevistas para empregados em perspectiva, isto porque descobriram que uma mulher feliz e realizada é uma indicação de um homem bem sucedido. Um homem que tem êxito em seu lar provavelmente o terá também em seu trabalho. Quando se entrevista somente o homem está realmente se entrevistando pela metade; sua “outra metade” lhes dará com segurança um quadro mais realista de como ele é. Uma mulher pode qualificar ou desqualificar a seu esposo para o seu sucesso na vida.

O lar não é uma ideia tardia que Deus acrescentou ao seu plano como uma conveniência para suprir as necessidades do homem e da mulher. A relação matrimonial e a família ocupam o centro da estratégia e, propósitos de Deus para a raça humana e particularmente para seu próprio povo.

Primeiro. O relacionamento marital é a pedra fundamental da igreja e da sociedade. A filosofia social moderna diz que o indivíduo é a unidade básica da sociedade. No antigo Israel a família foi designada por Deus para ser a unidade básica encarregada da vida espiritual e cultural da nação. Na igreja o lar é considerado o verdadeiro centro da vida espiritual. Cada lar deveria funcionar como uma igreja em miniatura provendo os ingredientes necessários para o crescimento e a saúde em nossa relação com o Senhor.

Segundo. O matrimônio é uma representação da relação que Cristo tem com sua Igreja. Um correto relacionamento marido-mulher fala ao mundo do amor, cuidado e interesse de Deus pelos seus. É uma demonstração de um Deus de pacto que se sacrifica a si mesmo e que dá sua vida por seu povo.

Terceiro. O relacionamento marido-mulher é o campo de treinamento do desenvolvimento pessoal em nossas vidas espirituais e em nosso ministério para o corpo. Muitos homens se aperceberam de que sua mais valiosa fonte de crescimento e a amadurecimento é sua companheira. Em um sentido muito prático o homem está “Casado com seu ministério”.

Quarto. O relacionamento marido-mulher e a família são a extensão natural da igreja na comunidade secular. Não há um modo mais natural e mais poderoso para que a vida de Cristo seja disseminada na comunidade do que por meio de testemunho forte e piedoso do lar cristão. É uma maquete em miniatura da Igreja plantada em cada bairro, em cada quarteirão e em cada rua.

Quinto. O lar e o relacionamento marido-mulher são um lugar de cura e refrigério. O Senhor destinou o casamento para que fosse uma fonte que pudesse preencher algumas de nossas necessidades humanas mais básicas e fundamentais. Sem esta fonte de estímulo e refrigério, nossa luta seria cada vez mais difícil e dolorosa.

Se entendemos que o casamento é central no plano de Deus para a História e para realizar-nos no Reino de Deus, torna-se fácil ver porque as forças desta era o atacam tão vigorosamente e procuram a destruição do chamamento básico que Deus fez ao homem e a mulher.

O ataque contra a família não foi sempre ruidoso e evidente. Desta maneira, o inimigo preferiu produzir mudanças difíceis e de profundo alcance na fibra básica de nossa cultura e sociedade, as quais tendem a eliminar o lar e família, lançando-os simplesmente para fora do quadro. Há seis forças básicas que eu vejo pressionando o casal e a família para uma esquina cada vez mais solitária da vida moderna.

1. O individualismo.

Nossa sociedade “centralizada no Eu”, coloca toda sua ênfase na realização do indivíduo. Quando o Eu é o centro da vida e tem como única meta à realização pessoal, o sacrifício mútuo necessário para se funcionar como uma família é impossível. A realização pessoal se converte então em uma justificativa fácil para o divórcio, o adultério, a vida solteira, e o casamento sem filhos. Frequentemente a motivação é somente a necessidade de alcançar a felicidade pessoal, o contentamento e a realização pessoal.

2. Atividades sociais.

Estas hoje estão centralizadas fora do lar, até aproximadamente 50 anos atrás, as funções sociais primárias, estavam centralizadas ao redor da família. A família se provia de atividades e recreação. A vida social e moderna e, desafortunadamente muito da atividade da Igreja, tende mais a separar do que unificar a família. O pai tem o jogo de futebol, a mãe o chá das senhoras, e as crianças têm atividades escolares. É possível que uma família moderna passe vários dias sem fazer uma só refeição juntos ou momentos de convívio familiar. Este estilo de vida produz, mais que famílias, a estranhos que vivem na mesma casa. (TV elemento desagregador).

3. Fontes alternadas de autoridade.

Nossa sociedade está infestada de “experts”. As escolas, o Estado, os doutores e um grupo místico inclassificável, chamado os “profissionais”, tem substituído ao pai como sendo os que sabem o que é melhor para o lar e família. Quando uma criança em nossos dias necessita de uma resposta não mais pergunta ao seu pai, e sim aos professores ou então busca uma resposta em um livro. Os “experts” tem dito que os homens não sabem ser pais nem esposos; e que as mulheres não sabem ser nem esposas e nem mães. Ninguém pode fazer nada a menos que tenha o conselho do “expert”, tal divergência de autoridade não transmite segurança nem saúde. Somente provoca grande confusão.

4. Confusão de papéis.

Os homens estão perdendo a masculinidade e as mulheres a feminilidade. Não somente as qualidades básicas de masculino e do feminino estão sendo destruídas em nossa sociedade, senão que também os papéis que os acompanham estão sendo confundidos e também eliminados. Toda estrutura legal e social de nossa sociedade está eliminando o papel do homem como líder, protetor e provedor. Também está destruindo o papel da mulher como ajudadora idônea e dona de casa. Os homens estão se tornando afeminados e passivos enquanto que as mulheres estão se tornando masculinas e agressivas. Em consequência, está se privando as crianças de verem claramente as distinções de relações ou de um modelo sexual que possam seguir.

5. Bases não bíblicas da moral e da ética.

A ética de situação e o relativismo nos dizem que não há absolutos pelos quais possamos julgar o que é moral e correto. Já não há “regras sobre as quais um casal possa edificar-se ou educar as crianças”. Permiti-se a todos fazer o “que se sinta bem”. O resultado é o caos.

6. A remoção do lar como base econômica da sociedade.

Há cem anos a base econômica da sociedade estava primordialmente no lar. Negócios familiares, ou melhor, empresas famílias, granjas, indústrias caseiras eram a coluna vertebral de nossa cultura. Isto significava que os pais se encontravam comumente em casa e educava seus filhos em sua empresa ou na profissão que eles tinham.

A complexa estrutura de nossa sociedade geralmente requer que um pai trabalhe longe do lar, frequentemente por vários dias seguidos. Isto significa que a autossuficiência econômica não provem mais da família, mas sim da companhia do governo ou do sindicato. A inflação e a pressão para manter um determinado padrão de vida, obrigam muitas famílias a ter uma situação em que ambos os pais trabalhem, isto obriga frequentemente a deixar os filhos em creche durante o dia, e arrebata a concentração da energia materna da tarefa de fazer um lar e uma família.

Nossa complexa estrutura econômica contribui também para a grande instabilidade e transitoriedade de nossa sociedade. Raramente uma família vive perto dos avós, tios e tias. A falta de identidade com uma profunda estrutura familiar elimina o sentido de “raízes, responsabilidade e respeito pelos mais velhos”.
A base de nossa sociedade está lentamente passando por um processo de erosão. O caos e a confusão de uma sociedade sem família começam a ser óbvio, elevando as porcentagens de crimes de divórcios, o crescimento acentuado da homossexualidade e perda geral da fibra moral. A raiz da maior parte destes problemas pode ser encontrada na degeneração de nossas famílias e, especificamente, na abdicação por parte do homem do papel que Deus lhe designou.

Invejo aos jovens casais cristãos que estão prestes a tornar-se marido e mulher. Dois jovens que chegam ao casamento com alguma maturidade cristã, compreensão do que significa um pacto e dos requisitos dos papéis designados por Deus ao esposo e a esposa, começam sobre uma base mais sólida da que muitos de nós tivemos, ainda que pudéssemos ter sido cristãos. Para aqueles que não iniciaram sua vida conjugal sobre princípios bíblicos o caminho e a restauração bíblica é frequentemente extensa e dolorosa. Nunca saberemos totalmente quão longe caiu o homem da imagem de Deus, até que começamos nossa ascensão de retorno. A maneira de regressar à realidade bíblica em nosso casamento é geralmente tão importante como a jornada em si. Nesta jornada, o homem é a chave para alcançar todo o potencial que Deus tem para o casamento. Não é suficiente apenas identificar alguns problemas básicos no casamento, fazer uns poucos ajustes nos hábitos, buscar o conselho do seu pastor uma ou duas vezes e então esperar que tudo se ordene.

Infelizmente esta é a visão simplista que muitos homens têm quando querem colocar seus casamentos em ordem. Uma vez que tenham saído da casa do discipulador depois de uma sessão de aconselhamento matrimonial, o marido suspira com alívio e diz: “Alegro-me de que isso terminou; agora podemos continuar nossa vida”; como se, somente descobrir o problema fosse o final, quando, na realidade, é somente o princípio!

O marido negligente

O homem que crê que a batalha terminou quando sai da casa do discipulador, irá ter um despertar incrivelmente rude. Não somente sua jornada recém começou, senão que está a ponto de descobrir o negligente marido. As ilusões de um homem que imagina que é um líder, se dissiparão, provavelmente, quando for tratar de ordenar seu casamento.

Aqui temos sete problemas comuns que os homens cometem em seu caminho de rotina:

1. Não exercer a liderança.

Acerca de 10 anos comecei a reunir-me com um grupo de homens e suas esposas em um esforço para descobrir alguns princípios bíblicos de maturidade e discipulado. Antes de nossa primeira reunião, jejuei e roguei ao Senhor. Eu esperava que o Senhor nos indicasse o que deveríamos estudar algumas partes profundas das Escrituras, que nos exigisse algum grande sacrifício, ou que nos levasse a fazer um estrondoso compromisso; porém no 3º dia de jejum, o Senhor quietamente fez cair as seguintes palavras em meu Espírito: “Ganhem o respeito de suas esposas”. De certa maneira descontentes com o Senhor por sua direção, nos sentamos ao redor da mesa da sala de jantar esta noite e perguntamos as nossas esposas se elas realmente nos respeitavam! Depois de quase 10 anos ainda estávamos nos esforçando para ganhar seu respeito! Uma das reclamações mais frequentemente expressadas nesta noite pelas esposas foi à falta de iniciativa consistente e de liderança exercidos por seus esposos em suas vidas.

Bill Gothard fez uma pesquisa entre esposas cristãs e encontrou especialmente entre as esposas dos pastores e líderes, que o maior conflito com seus maridos era a falta de liderança espiritual. Uma mulher quer ser guiada realmente. Existe um reduzido o número de mulheres que não querem servir a liderança de seus maridos.

Frequentemente nada acontece ou muda em seu casamento até que a esposa ameaça ir embora, tem uma crise nervosa, ou mantém seu esposo acordado por três noites seguidas chorando até as 4 da manhã. Então o esposo, geralmente pergunta brilhantemente: Está acontecendo alguma coisa querida? Devia ter feito esta pergunta pelo menos seis meses antes! Um esposo discípulo dá usualmente várias horas de serviço a Igreja; toma com alegria uma noite para testemunhar aos seus vizinhos, ou emprega um fim de semana para confortar uma alma agoniada. Porém que se trata dos problemas reais na vida de sua esposa, frequentemente não tem tempo para compartilhar, escutar ou orar com ela. “Amor não temos conversado nas últimas seis semanas, soluça a esposa”. “Tem razão amor”, concorda o esposo, “Tenho 15 minutos livre esta tarde, sobre o que você gostaria de conversar?” Um homem que realmente esteja guiando sua esposa proverá para ela a oportunidade de compartilhar frequente e completamente suas necessidades e sentimentos. O papel do marido é manter uma perspectiva divina no lar e ajudar a sua esposa e filhos a interpretar a direção que o senhor quer que tome como casal e como família, isto, por suposto, requer que o lar e o casal tenham o mesmo compromisso de tempo, esforço e oração como tem seu trabalho e ministério.

2. Incapacidade para medir a realidade.

A Escritura ordena ao marido a “viver com sua esposa em mutua compreensão” (I Pedro 3:7). A palavra nos diz que a esposa é o vaso mais frágil e nós necessitamos aprender a medir a realidade espiritual de nosso lar segundo sua saúde espiritual física e emocional. A primeira vez que minha esposa me disse que não queria receber ninguém em casa, eu pensei que ela havia apostatado! Afinal somente havíamos recebido 15 discípulos e 30 contatos em 2 semanas. Se tivesse havido então como medir a realidade de acordo com a condição da minha esposa, eu teria visto que estávamos viajando mais rápido do que o Senhor queria. Existe algo na maioria dos homens que os faz entregarem-se ao seu chamado, seja secular ou espiritual, sete dias por semana, 18 horas por dia, e ainda querem fazer mais. Se o descanso houvesse sido natural para o homem, o Senhor não nos teria ordenado tomar 1 em 7 para pararmos. A maioria dos homens, especialmente os que estão no ministério tem apagado esta ordem da Bíblia.
Dizemos que as nossas esposas o quão empenhado estamos no trabalho, o que estamos sofrendo por Jesus e pela família, porém no fundo, sabemos que realmente nos agrada fazer estas coisas.

Os homens possuem o hábito de medir a saúde do seu casamento de acordo com a quantidade de desavenças abertas que tem. Se não temos brigado em 3 semanas, sentimos como se as coisas andaram muito bem. Tratamos de medir a realidade do casamento pelo que nós “gostaríamos” que fossem, mais do que pelo que realmente é. A maioria dos homens vivem enganados do que se trata da verdadeira condição de seu relacionamento matrimonial. Há alguns indicadores “silenciosos” que um homem deve aprender a ler. Sua mulher é livre e afetuosa? Mostra criatividade e entusiasmo em decorar, em preparar as comidas, e em seu relacionamento com os filhos? Expondo sexualmente? Está fisicamente saudável e vibrante? Respeita-o como homem? Você se atreve a fazer perguntas a ela? Salvo por algumas circunstâncias alheias que afetem nestas áreas, um homem conhecerá a verdadeira condição de sua própria vida e liderança por intermédio e saúde e da condição de sua companheira.

3. Remédios inadequados para velhas feridas.

Todos os homens por ignorância e insensibilidade, liderança pobre, ou padrões de hábitos passados, semearam na vida de suas esposas algumas sementes que, as feriram e causaram dor. Há uma lei implacável que diz “que se colhe aquilo que se semeia”. Digamos que nos primeiros 10 anos de seu casamento você não foi sensível aos sentimentos e necessidades de sua esposa na área, digamos de finanças.

Você creria se te digo que a administração imprópria do dinheiro lhe causará alguns problemas? Não importa quão espiritual seja a tua esposa, é quase inevitável que a amargura, e o ressentimento e o desgosto comecem a crescer em sua vida. Depois de 10 anos você assiste a um encontro para pastores e escuta alguém dizer: “Você necessita considerar as necessidades de sua esposa no manejo das finanças familiar”. Convencido, você regressa a sua casa, pede perdão a sua esposa, se torna o justo e liberal e lhe da algum dinheiro extra. Você crê que resolveu o problema e que tudo será cor de rosa de agora em diante, porém você ainda não começou a colher a colheita! Queremos crer que um breve: “Querida, por favor, perdoe-me”, se encarregará de todo o problema. Porém ás vezes, isso somente a frustra mais. Os 10 anos que você semeou ignorância e insensibilidade lhe produzirá uma colheita segundo a lei de Deus.

As leis da natureza nos ensinam que você não pode se desembaraçar do fruto desagradável, enfiando-o de novo no solo. Se o fizer, cada um se reproduzirá 10 vezes mais. Depois de ser convencido pelo Senhor, acerca de nossa conduta financeira, economizamos algum dinheiro extra e enviamos a esposa à uma loja para que compre roupa nova. Essa noite enquanto estamos sentados no quarto, admirando sua roupa nova, ela rompe a chorar com um “Você nunca me dá dinheiro!” Este é o efeito retardado de uma velha ferida.

Amorosa e sensitivamente lhe respondemos: “É a coisa mais ridícula que jamais ouvi; você acaba de gastar um dinheirão em toda esta roupa, e me sai com essa de que não te dou dinheiro”. Não se preocupe; veremos o fruto outra vez em poucos meses. Se formos sábios, aprenderemos a identificar o fruto de velhos conflitos e feridas, ainda quando nossa conduta tenha mudado realmente e amorosamente guardaremos este fruto nós mesmos, reconhecendo que é o efeito retardado de velhas feridas.
Necessitamos colher este fruto durante certo tempo, se as ofensas e a negligência, foram prolongadas severas. O tamanho e o grau da colheita é diretamente proporcional a profundidade de nossa semeadura.

4. A inabilidade para escutar.

Um homem que está ordenando o seu casamento, a habilidade mais importante que talvez possa desenvolver é um ouvido atento. A mulher tem uma capacidade misteriosa para saber se seu esposo a esta escutando ou não. Ela pode estar conversando sobre um problema que teve em sua aula de costura ou que o forno não esquenta corretamente, ou que fez a vizinha com seu filhinho. Subitamente ela diz: “Você não me esta escutando!”. Todo este tempo você estava consentindo com a cabeça e dizendo ”Sim querida, sim querida!”. De algum modo ela sabe que você ainda está no escritório fazendo uma auditoria nos livros. Minha esposa pode estar me contando sobre seu dia e eu de repente me dou conta de que não a estou escutando porque estou multiplicando a igreja alcançando outros setores e outras cidades.

Muitas vezes a sua mulher não necessita uma resposta, nem ainda um comentário; necessita sentir que você esta escutando. Alguma coisa no modo de ser de uma mulher necessita transmitir o que esta acontecendo em seu mundo, ao seu homem. Ainda que o bebê do vizinho e a máquina de lavar quebrada possam parecer triviais para nós em face dos “Imensos problemas” que nos afetam no nosso viver diário, devemos recordar que para ela estas coisas todas são seu mundo. Uma máquina de lavar quebrada é tão traumatizante para ela como uma paralisação na oficina para nós; e uma desavença com a vizinha pode ser tão estremecedor para nossa esposa como uma briga com o chefe.

Um dos obstáculos maiores ao escutar nossas esposas é nossa inabilidade para “relaxar-nos”. O amor do homem pelo trabalho o mantém “tenso” e pronto para entra em ação num momento. Pastores e membros de outras profissões, que não trabalham com horário regular estão especialmente predispostos a esta enfermidade. Porém, ainda para os homens que trabalham com horário regular, lhes é fácil vir para casa e “entrar em tensão” para fazer trabalhos em casa, no quintal, na amizade, ou fazer “Passatempo Mental”. Fisicamente estamos em casa, mentalmente estamos ausentes. Um arco de flecha continuamente tenso e eventualmente perde sua potência e elasticidade. Está sempre tenso e nunca relaxado. Algo no mecanismo interno do homem tem que cortar as responsabilidades e as cargas próprias de seu mundo para penetrar no mundo de sua esposa e poder escutá-la.

A menos que “nos relaxemos” nunca poderemos identificar as mensagens “secretas” que nossa esposa nos envia, nem seremos capazes de identificar as indicações “silenciosas” de um casamento enfermo. Nossa orientação para com certos objetivos e nossa ética de trabalho nos manterão impulsionados para frente a todo vapor, até que nossas esposas eventualmente se desgovernem por excesso de pressão.

5. Compromissos não cumpridos.

Provérbios 13:12 nos diz: “A esperança demorada enfraquece o coração”. Uma série contínua de compromissos não cumpridos causa uma ferida que é quase impossível ser curada. Em uma profissão que trata principalmente com gente, frequentemente me é muito difícil manter meus compromissos.
Por exemplo, falo a minha esposa, que vou chegar em casa às 18 horas em ponto. Isto é muito importante, para ela. Todo o seu dia foi estruturado para jantar com a família. Ás 5:15 horas um amigo entra soluçando em meu escritório contando-me que sua esposa acaba de ir-se embora levando as crianças e o abandonando. Agora me encontro em frente a uma decisão de prioridade. O meu amigo ou minha esposa? Ainda quando a tragédia de um casamento com problema pudesse parecer-nos mais importante que um jantar em casa, se vemos a realidade da vida, encontraremos que há centenas de amigos, porém só uma esposa. Meu coração compassivo quer passar horas e horas com o meu amigo, um contato, um futuro discípulo, essa noite, esquecendo que ele passou 33 anos desordenando seu casamento e que passará outros 10 anos curando-o, e se deixamos por uma hora esta noite ou amanhã não será significativo para a vida deste amigo. Muitas esposas se tornam insensíveis às necessidades da profissão de seu esposo simplesmente porque ela vê que as necessidades de sua família e de sua vida pessoal são constantemente defraudadas pelo não cumprimento dos compromissos.

A Escritura também nos recorda que é melhor não prometer que deixar de cumprir o prometido (Eclesiastes 5:4). É muito fácil sob a pressão de uma situação difícil fazer um compromisso com a nossa esposa, não por que desejamos realmente preencher sua necessidade, senão porque queremos por um pequeno curativo sobre sua ferida e assim sair do aperto. No meio de uma crise, podemos dizer as nossas esposas: “Querida, tiraremos férias neste verão”, porém quando chega o verão, a esposa parece sentir-se um pouco melhor e então esquecemos as férias. Porém ela não as esquece!

A querida esposa nos manterá acordados até as 3 da manhã dizendo-nos o quanto, ela e as crianças, estão sofrendo porque em 2 meses não passamos um dia com a família. Desesperados por dormir um pouco, prometemos: “Querida, esse fim de semana tomaremos um dia e iremos à praia”. Quando chega o fim de semana, no entanto, alguma coisa mais acontece, e outra esperança foi frustrada; um pouco mais de aflição entra no coração da esposa e pensa que a esposa daquele amigo foi-se com seus filhos.
Se você promete algo à sua esposa e sua resposta é: “Só vendo pra crer”, então saberá que há alguns compromissos não cumpridos e há a necessidade de se reparar.

6. Padrão de crescimento desnivelado no homem.

Uma mulher necessita mais que um varão; necessita um homem. Uma mulher necessita admirar seu esposo pela classe de pessoa que ele é. A maioria das mulheres não exige que seus esposos sejam perfeitos. Ela somente necessita que ele transmita suficiente maturidade para dar-lhe a segurança e suporte que precisam. Permita-me dar-lhes 10 áreas básicas em que os homens necessitam crescer e amadurecer como indivíduos:

ESPIRITUALMENTE. Um esposo e pai devem saber o suficiente da palavra de Deus para dar a sua família conselho e direção razoável. Deve ser capaz de interpretar e manejar as situações familiares e a outros indivíduos à luz dos princípios da palavra de Deus. E deve saber medir a graça e a misericórdia do Senhor para sua família através da oração e do conselho.

SOCIALMENTE. Um homem deve saber desenvolver-se com grau aceitável de etiqueta e graça em qualquer situação social, sem necessidade de ser a alma da festa ou um tímido assistente.

INTELECTUALMENTE. Um homem não necessita estar fazendo doutorado para crescer intelectualmente, no entanto, deveria tomar tempo e fazer um esforço para crescer em sua apreciação do mundo que o rodeia e da gente que vive com ele.

ECONOMICAMENTE. O crescimento econômico significa que um homem pode manejar seu dinheiro e não seu dinheiro manejá-lo. O dinheiro é um ótimo servo, mas um péssimo senhor.

CONFRONTAÇÃO. Isso não significa que um homem seja obstinado ou odioso. Meramente significa que tem coragem de dizer ao garçom que a picanha de sua esposa está demasiadamente crua.

SEXUALMENTE. Um homem deve ser capaz de levar a sua esposa a sua plenitude sexual com grau razoável de sensibilidade e controle.

PATERNIDADE. Parece que ninguém alcança plena maturidade nesta área. Somente se prende a fazer menos erro.

HOMBRIDADE. Controle emocional, honestidade, franqueza e habilidade de tomar a iniciativa e guiar.

CONVICÇÕES. Um homem deve saber no que crê e porque o crê, apesar da pressão e da influência dos demais.

APARÊNCIA FÍSICA. Um homem não necessita brilhar como capa de revista, porém tão pouco deve brilhar como algo que o gato arrastou por ai.

Nós deveríamos estar crescendo em todas estas dez áreas. Usualmente dominamos 6 ou 7 e falhamos em 3 ou 4. O problema em que a Igreja vê as 7 que realizamos bem e vocês sabem quem vê as outras 3 que temos descuidado. O crescimento desigual ou inconsistente em seu homem é uma contradição no pensamento de uma mulher e produz nela insegurança instabilidade e falta de respeito.

7. Esquivar-se dos problemas reais.
Algo na natureza da maioria dos homens os faz pacificadores. A mesma classe de “promotores da paz” de que Jesus fala no sermão do monte. Este outro é conhecido como apaziguamento. A maioria dos homens irá a grandes extremos para evitar conflitos e problemas e farão quase qualquer coisa para não se encolerizar ou para evitar um problema no lar. Esta é a causa porque continuamente tendemos a por panos quentes sobre os problemas ou a fazer somente o suficiente para manter os sintomas sob controle sem tratar com as raízes dos problemas. Se não fosse pela fidelidade do Espírito Santo em fazer com que os problemas permaneçam continuamente diante dos nossos olhos, provavelmente deixaríamos a maioria sem serem tocados até que eventualmente destruam ou firam irreparavelmente o nosso casamento.

Mais um pouco sobre o casamento

Existem duas fontes básicas de conflito no casamento que frequentemente continuam sem serem resolvidos devido à falta de iniciativa e de liderança no esposo.

1. Há um fundamento inadequado na relação matrimonial.

Um problema básico comum é a insegurança, de uma ou de ambas as partes, sobre se estarem casadas é a vontade perfeita de Deus. Não sabem com certeza que o desejo de Deus é que eles estejam juntos, pode dar lugar para dúvidas tais como: “Perguntou-me se o Senhor tinha alguém melhor”, ou talvez este não é o companheiro perfeito para mim. Tais dúvidas devem ser desfeitas e postas diante do Senhor ou haverá uma inabilidade contínua para comprometer-se totalmente um com o outro e para desfrutarem o gozo da relação matrimonial.

A relação sexual antes do casamento pode deixar o casal com sentimento de culpa, além de defraudado e inseguro de sua própria resposta sexual no casamento.

A falta de permissão formal e da benção paterna pode fazer com que o casal, particularmente a mulher, fique insegura, medrosa e incapaz de dar-se totalmente e sem reservas para formarem suas vidas juntas. O casal que tem alguma reserva acerca da benção dos seus pais sobre o casamento deveria aclarar sua consciência pedindo perdão por qualquer infração de autoridade quando entrarem na relação matrimonial.

A relação paterna pode ser também um problema se as relações pais e filhos, não são devidamente ajustadas pelos pais e pelo novo casal. Os pais nunca deveriam incluir o novo casal como “parte, da nossa família”, senão que deveriam permitir-lhes encontrarem sua própria identidade familiar, especialmente durante os dias livres, as férias, e nas decisões importantes. O estabelecimento adequado de uma nova família pode requerer também que o jovem casal aprenda a estabelecer com o tempo sua própria identidade, a fim de assegurar uma relação adequada com seus pais, de maneira, que possa crescer e amadurecer, livre de tenções e influências impróprias.

2. Há certas diferenças doutrinais e filosóficas que nunca se decidem por completo.

Essas diferenças podem incluir coisas tais como o lugar de discipulado no lar, a disciplina dos filhos, (crianças), o papel do homem e da mulher no casamento, as finanças e outros.

Em todas estas áreas o marido deve tomar a direção gentilmente conduzindo em atitude amorosa e devota o problema a sua resolução e libertação. Quando se enfrentam as áreas sensitivas, o casal deve aprender a ceder seus direitos ao governo e mediação do Espírito Santo, ambos devem dar-se conta que na realidade nenhum tem toda resposta para qualquer situação, se não que a vontade de Deus e as revelações das Escrituras proverão um equilíbrio adequado e aceitável.

Poderia parecer-nos que não importa quanto o intentemos, nunca teremos feito o tanto necessário para preencher a quantidade de ajustes necessários ao nosso casamento e as nossas vidas. Frequentemente os ajustes se complicam por não termos aprendido umas poucas disciplinas básicas da vida, as quais removerão grande parte da pressão e da dor que atrapalham a mudança e o crescimento necessário.
Permita-me dar-lhes alguns passos práticos que tornaram mais fáceis os ajustes.

1. Afaste todo compromisso e atividades não necessárias:

A ênfase aqui está nas prioridades. Sua esposa é mais importante que todas as suas preferências. Quando outras atividades superam continuamente a necessidade da vida dela e da família, ela começará a sentir a falta de cuidado, de atenção e de preferência.

Sempre haverá mais necessidades que o nosso tempo possa atender. Nosso casamento estará sempre em perigo até que encontremos a graça para dizer “Não”.

2. cuide-se de como você gasta sua energia:

Uma das dificuldades e dos maiores desgostos que uma mulher pode enfrentar é quando nos poucos momentos com seu esposo, o encontra física e emocionalmente esgotado. Somente temos certa força para dar. Nosso trabalho, atividades sociais, responsabilidade no ministério, e ainda a recreação tomam força e vida. Se não tomamos o cuidado de reservar alguma força e de vitalidade para nossas esposas chegaremos débeis e incapazes de dar o que é necessário á mais importante relação em nosso mundo, encontraremos que pode haver uma ou mais situações e atividades que não fazem outra coisa do que absorver a vida e a força sem trazer retorno da graça ou recompensa de nenhuma classe.

A menos que tenhamos um chamado definido de Deus para nos envolvermos nestas áreas, é necessário evitá-las.

3. Aprender a relaxar

Um arco continuadamente tenso perderá eventualmente sua elasticidade e vigor. Necessitamos aprender a relaxarmos, a soltar-nos e a “vir para o lar” quando cruzamos o umbral da porta de nossa casa de noite. Um homem que esteja sempre tenso e secretando adrenalina não será nunca de valor para sua esposa e família.

4. Aprovação, reconhecimento e honra.

Isto não é adulação. Adulação é falsidade falada em base de um motivo desonesto. Cumprimento sincero, o estímulo e o reconhecimento são as espécies que dão agradável sabor ao matrimônio. Quando foi a última vez que você cumprimentou a sua esposa por um belo jantar; por sua bela aparência; ou por como mantém bem arrumada a casa? Um homem recebe pelo menos um cheque de pagamento pelo trabalho que fez, porém muitas esposas passam dias e dias fazendo um difícil trabalho doméstico sem receberem sequer um “obrigado” ou um “aprecio realmente seu trabalho querida”. As crianças devem ser ensinadas a honrar e apreciar sua mãe, não somente pelo que ela faz senão também por QUEM ELA É. O desejo mais profundo de uma esposa é agradar ao seu esposo e obter a sua aprovação. Um homem que continuamente aponta as falhas de sua esposa, seus defeitos e erros, esta semeando a semente que um dia destruirá seu casamento.

Um homem pode ser sincero quando seja necessário e ainda dar abundante aprovação e elogios que capacitará a sua esposa a enfrentar os desafios e as pressões das atividades domésticas e da maternidade.

5. Mantenha a iniciativa em seu lar e casamento:

Isto pode requerer que ainda que você esteja em total confusão, você atue como se soubesse o que está acontecendo. Um homem pode estar no controle sem saber o que fazer; é meramente um assunto de manter o controle e a iniciativa. Nada deixa mais inseguro a uma esposa e a uma família do que um esposo que deixa a iniciativa e o controle de uma situação escape de suas mãos por descuido. Às vezes a melhor maneira de manejar uma crise é dizer a todos: “Sentem-se, e não se movam até que eu decida o que fazer”.

Muitas vezes a esposa e as crianças desafiam a iniciativa e a liderança dos esposos esperando encontrar com um objetivo irremovível. As crianças, e ainda nossas esposas necessitam conhecer os perímetros de suas vidas e onde estar situado o homem de suas vidas. Mais uma esposa me disse: “Fiz tanta pressão sobre meu esposo, porque quis saber quais eram suas reais convicções”. Os homens podem poupar-se de muita dor e pressões desnecessárias em seu casamento se aprendem a expressar suas convicções e a mantê-las.

6. Aprenda a ser um “capacitador”:

O homem pode ser um resgatador ou um capacitador de sua esposa. Um resgatador tira sua esposa da água quando ela vai pro fundo. Porém um capacitador a ensinar a nadar. Frequentemente, nossas esposas nos fazem enfrentar situações embaraçosas ou difíceis nas quais elas mesmas são responsáveis, porém nós necessitamos ajudá-las a manejar elas mesmas essas situações. Se nós ajudamos as nossas esposas a aprenderem como responder, corretamente nas situações difíceis dando-lhes nossa oração, apoio e estímulo, as encontraremos crescendo como indivíduos e mais saudáveis e apoiadoras em seu papel como esposa, discipuladora e mãe.

7. Aprenda a receber ajustes significativos de um discipulador.

É um princípio do reino de Deus que nenhum homem pode ter autoridade a menos que esteja sob autoridade. Uma esposa encontra tremenda segurança e respeito por um homem, que abre a sua vida sincera e voluntariamente a um discipulador. Um homem não somente encontrará ajustes significativos de alguém mais maduro que ele no Senhor, senão que também encontrará o lugar onde possa abrir seu coração quando houver complicações, agravos, frustrações e danos no seu casamento.

8. Veja os problemas de sua companheira como uma oportunidade para seu próprio crescimento pessoal.

É muito fácil tornar-se crítico, sentir-se ressentido ou impaciente com os defeitos de nossas esposas, particularmente se certos problemas são de longa duração ou especialmente molestos. Uma das maneiras mais fáceis e mais efetivas de combater essas atitudes negativas é começar por dar graças ao Senhor por cada debilidade de nossas esposas, para que estas nos concedem a oportunidade de desenvolver mais paciência, amor graça e maturidade como cristãos. A oração e a determinação podem fazer maravilhas ao tratar com as más atitudes.

9. Seja paciente.

Os problemas que levaram muitos anos para desenvolver-se não serão curados em uma noite. Poderíamos ter que esperar o aparecimento de uma velha colheita, formar algum novo padrão de hábitos e fazer crescer alguns frutos novos. Alguns casamentos podem necessitar 10 anos ou mais antes que venham as mudanças. Frequentemente muitos casais se desanimam porque uma bela exposição em um encontro ou em um livro sobre casamento parece-lhes tão fácil de alcançar. Necessitamos nos dar conta de que muitos dos problemas que procuramos superar são os resultados da infância, da influência paterna ou de muitos anos em que os maus hábitos foram profundamente inculcados. Esses fatores não serão fáceis ou rápidos, senão que frequentemente necessitarão muitos anos de crescimento, de oração e da graça do Senhor para que sejam completamente curados.

O êxito em qualquer outro campo não compensa o fracasso no lar. Se você é presidente da de uma grande empresa, ou um líder de Igreja na Casa, ou um pastor, ou um proeminente homem de negócios; se você ganhou 10 mil pessoas para Cristo e perdeu sua esposa e família, você realmente perdeu tudo. Eu creio que a igreja esta chegando ao maior dia que jamais há conhecido, porém também está chegando ao período de prova maior em sua história. Será um dia maravilhoso quando alcançarmos a linha de frente da batalha pelo evangelho do Reino. Se agora não investirmos o tempo necessário cultivando nosso lar e casamento, poderá ser que quando o chamado da trombeta soar, nos encontremos desqualificados por não haver guardado as demandas básicas do Senhor.


por Osias Matos em 08 de abril de 1985

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