O Discípulo e a Economia: O que esperar de 2017

“Esforcem-se para ter uma vida tranquila, cuidar dos seus próprios negócios e trabalhar com as próprias mãos, como nós os instruímos; a fim de que andem decentemente aos olhos dos que são de fora e não dependam de ninguém.” 1 Tessalonicenses 4:11,12

Quanto à economia, de modo geral, começamos com uma má notícia:

O Brasil não sairá da crise em 2017. Apenas se espera um quadro de melhora e que entre out-dez/2017 o PIB seja positivo, e feche o ano totalizando uma queda em torno de 1%, o que já seria um quadro de melhora, diante do que foi os últimos anos. Com uma ressalva: isto se mantido o quadro de CNTP (condições normais de temperatura e pressão) atuais, uma vez que de positivo, do ponto de vista meramente econômico, temos a lei que limita os gastos públicos e uma possível reforma da previdência (como ideia econômica são corretas, podemos discordar do “como fazer” e não do “porquê fazer”) e negativo temos a vulnerabilidade deste governo à delação da Odebrecht e à cassação da chapa Dilma-Temer pelo TRE.

Quanto ao nível de emprego (que é o que mais nos atinge)

Segundo economistas, os índices de desemprego podem ser melhores, mas só devem aliviar a partir do segundo semestre. “A ideia é que a taxa de desemprego no segundo semestre de 2017 pode começar a mostrar algum recuo não é nada brilhante, mas é um sinal favorável e poderia continuar em 2018 esse processo. Mas a gente vai conviver com taxas de desemprego ainda elevadas, porque antes de contratar, tem espaço para aumento de horas trabalhadas”, diz a economista Sílvia Matos, da FGV.

Diante deste cenário gostaria de indicar algumas sugestões de como deveríamos nos portar, como discípulos:

1 – Aos que infelizmente ainda tem dívidas:
Usar boa parte da renda para quitá-las (incluindo o 13º), uma vez que os juros do cheque especial (313% a.a.) e cartão de crédito (459,5% a.a.) estão a níveis altíssimos (dados da ANEFAC para nov/16).

2 – A todos os demais, sugeriria quatro coisas:

  1. Ter e manter controlado o orçamento familiar. Fazer uma planilha mensal e manter os gastos anotados, mantendo o saldo dos gastos sempre no “azul”, ou seja, um saldo positivo.
  2. Com este saldo, usar uma parte para fazer uma reserva financeira mensal, mesmo que seja uma poupança, que diferente de 2016, deverá render mais que a inflação anual (o melhor seria buscar outras opções como a Renda Fixa, mas sugiro que busquem mais leituras do tipo “opções de investimento em 2017”, no Google, caso prefira, podem entrar em contato comigo). A verdade mais dura é que recorremos aos empréstimos (e até a agiotas!) por falta de uma reserva financeira!
  3. Pensar no uso consciente do dinheiro. O Senhor nos pergunta: Por que gastar dinheiro naquilo que não é pão e o seu trabalho árduo naquilo que não satisfaz?, Is 55:2 . Leia sobre como administrar melhor o seu dinheiro. Não estamos falando sobre ser rico e, sim, em como administrar melhor aquilo que o Senhor nos deu, e isto com o intuito de agradá-Lo! Lembre-se que aqui nada é nosso, somos apenas despenseiros do que pertence ao Senhor: nosso tempo, família e recursos!
  4. Não abrir mão de devolver suas provisões a Deus (dízimo e ofertas), lembrando que a prosperidade bíblica é fruto de uma boa administração financeira, trabalho e fidelidade.

Diferente do texto que escrevi em 2016, onde fizemos um resumo sobre como nos portar enquanto discípulos e falamos sobre algumas atitudes espirituais a tomar – Colossenses 4:2 – Dediquem-se à ORAÇÃO, ESTEJAM ALERTA e SEJAM AGRADECIDOS. Neste ano gostaria de abordar algumas atitudes mais práticas:

Aos que buscam emprego:

Esforcem-se para ter uma vida tranquila, cuidar dos seus próprios negócios e trabalhar com as próprias mãos, como nós os instruímos; a fim de que andem decentemente aos olhos dos que são de fora e não dependam de ninguém. 1 Tessalonicenses 4:11,12
Lembrar que trabalho e emprego, na bíblia são coisas diferentes. Mesmo sem emprego, é possível trabalhar! Se você tem alguma habilidade manual ou técnica, exerça-as! Se não tem, hoje você percebe o quanto isto faz falta, então procure, quando tiver renda e condições, investir em aprender alguma técnica ou habilidade manual, para que numa próxima crise (que virá, tenha certeza) não o pegue de surpresa e tenhas como suprir o teu lar.

Quanto aos que tem emprego

Devemos ajudar os que não têm oferecendo trabalho. De vez em quando, por exemplo, precisamos de alguém que conserte uma TV, ar-condicionado ou geladeira. Devemos priorizar o trabalho de nossos irmãos e assim ajudá-los.
Gálatas 6:10 – Portanto, enquanto temos oportunidade, façamos o bem a todos, especialmente aos da família da fé.

Quanto ao uso consciente do dinheiro, temos alumas dicas

1 – Rever faturas de contratos de serviços

Como telefone fixo, celular, internet e TV por assinatura. Não é necessário cancelar estes serviços, mas cabe uma negociação do valor. Seja verdadeiro, diga que diante da crise está repensando na utilidade deste serviço e quer saber se a operadora tem um plano para pagar menos mantendo o mesmo serviço, normalmente funciona, o que a operadora exige é que você fique atrelado ao plano por um período mínimo de um ano, e um acerto de multa caso neste período vocêcancele o serviço de uma vez. Se a economia nestes serviços totalizar $150 por mês, isto representaria $1800 em um ano!

2 – Onde fazer compras?
Feira mensal: Hoje em dia há sites e aplicativos de celular que indicam supermercados onde se pode fazer compras mais barato​, um exemplo disto é o do site Proteste (https://www.proteste.org.br/suas-contas/supermercado).

Vestuário: Se for comprar artigos de vestuário, procurar lojas de fábrica ou shoppings do tipo outlet, que vendem os mesmos produtos a preços mais baratos, e não estamos apenas falando de trocar uma grande marca por outra mais simples, mesmo as grandes marcas tem suas lojas de “fábrica” (ex: Nike – Nike Store; Alpargatas/Havaianas – Meggashop Outlet). Outra dica é aproveitar os períodos de liquidação que ocorrem sempre após grandes períodos de venda para desova de estoque, ex.: inicio de janeiro – devido ao Natal e fim de ano; fim do período de primavera-verão – para abrir espaço nas prateleiras dos produtos do outono-inverno, etc. Mas se tiver que cortar as grandes marcas, corte! Elas não farão falta lá nos céus!

Eletrodoméstico: Comprar na internet sempre é mais barato que numa loja física, há quem desconfie da internet, mais se tomada às devidas precauções, pode-se fazer uma grande economia. Antes de comprar, verifique a idoneidade da loja (no site reclameaqui.com.br) e use sempre um site de busca de preços para achar os melhores preços (ex: buscape.com.br).

3 – O que evitar
Cartão de crédito. Sempre entender que o limite do seu cartão de crédito não é o limite do seu orçamento mensal. Não cair na armadilha de que tem $10 mil de limite no cartão, quando sua renda não passa de $4 mil. Quem determina seu limite é o seu orçamento, e não a administradora do cartão de crédito! Seu limite é o seu orçamento. Negocie sempre um desconto no valor à vista, se não tem o dinheiro agora, se determine a juntar por 2 ou 3 meses até ter o valor e compre à vista e com desconto! Se não houver desconto à vista, divida no cartão o máximo possível, assim vc paga pequenas parcelas sem apertar demais o orçamento.​

Shopping centers. Lembre-se que qualquer produto comprado dentro dele traz embutido no preço o uso ar-condicionado do shopping, o aluguel e condomínio da loja, segurança, estacionamento, etc., o que torna​ qualquer produto sempre mais caro.

Outras dicas aqui: 50 dicas para aprender como economizar dinheiro – https://blog.guiabolso.com.br/2014/09/19/50-dicas-para-aprender-como-economizar-dinheiro/

O BRASIL ESTÁ EM CRISE, MAS O DISCÍPULO ESTÁ EM CRISTO!!!

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