O Deus que não abre mão dos seus princípios

Em Êxodo capítulos 3 e 4 temos o chamado de Moisés. O Senhor lhe aparece no monte, em chama ardente na sarça. Uma visão impressionante. Depois disso lhe diz que irá tirar o povo do Egito através de Moisés, e lhe faz um pequeno resumo desta saga. Dá a Moisés sinais para enfrentar a Faraó.

De repente, parece que do nada, Ele tenta matar Moisés, o escolhido dele para libertar a Israel. Como parece estranho, numa hora ele o chama e no instante seguinte tenta matá-lo:

24 Numa hospedaria ao longo do cami­nho, o Senhor foi ao encontro de Moisés e procurou matá-lo. 25 Mas Zípora pegou uma pedra afiada, cortou o prepúcio de seu filho e tocou os pés de Moisés. E disse: “Você é para mim um marido de sangue!” 26 Ela disse “mari­do de sangue”, referindo-se à circuncisão. Nes­sa ocasião o Senhor o deixou.

Moisés – Uma breve história

Moisés tinha 40 anos quando matou o egípcio e fugiu para o deserto, At 7.23. Lá ele passou mais 40 anos cuidando do gado, At 7.30. Aos 80 anos ele recebe o chamado do Senhor e sai para libertar o povo. Aos 120 anos, ele vê Canaã, a terra prometida, de cima do monte e morre, Dt 34.7. Diz-se de Moisés que passou 40 anos para aprender a sabedoria e ciência dos homens (a ciência do Egito incluía: engenharia e arquitetura – até hoje se especula como as pirâmides foram erguidas. Química e Anatomia – eles embalsamavam os seus mortos. Astronomia – se guiavam pelas estrelas); 40 anos no deserto para desaprender a sabedoria dos homens e 40 anos para aprender a sabedoria de Deus.

Quebrando princípios

Por que o Senhor queria matá-lo? O homem que ele mesmo chamou para a obra de tirar o povo do Egito? Façamos um exercício de dedução:

Depois de receber do Senhor a direção de tirar o povo do Egito, Moisés caiu acamado. O Senhor estava tentando tirar-lhe a vida! Tão fraco ficou que mal podia se mexer, Moisés não tinha forças nem para circuncidar os seus filhos. Diante desta agonia, Zípora, sua mulher, toma a decisão de ela mesma circuncidar os seus filhos (que deveriam ter o mais velho perto de 40 anos e o outro cerca de 38 anos). E depois desta circuncisão, Moisés se recupera e fica bom. Vemos que o Senhor só o deixou quando Zípora circuncidou os seus filhos!

O que podemos ainda deduzir disto? Que Moisés compreendia a necessidade de circuncidar os seus filhos como todo filho judeu. Que aos 8 dias de nascido ele deve ter tentado fazer isto mas foi impedido pela mulher. O que deve ter ocorrido:

Moisés, após o primeiro filho ter nascido, deve ter dito a Zípora:

– Mulher, preciso que você faça algo para mim. Preciso que você vá ao mercado. Zípora responde:

– E o que está havendo contigo, homem! Tu “tá” agindo estranho desde que este menino nasceu e agora vem me pedir para ir ao mercado! Ela deve ter estranhado e se perguntado: O que é que esse homem tem na cabeça!

Ela sai desconfiada, e Moisés, pensando estar livre da mulher, pega uma faca afiada e tenta circuncidar o menino. De repente, chega Zípora e o pega em flagrante:

– O que é que você está fazendo? Você vai matar o menino!
– Calma, Amor. Entenda. Sou judeu e todo judeu dedicado ao Senhor é circuncidado ao oitavo dia!
– Que história é esta?! Que loucura é esta?! E grita:
– PAAAIIII! Vem vê o que e está acontecendo aqui! Moisés diz:
– Amor, na… não precisamos disto. Não precisa ser assim…

Chega Jetro:

– O que está acontecendo aqui!
– Moisés está tentando aleijar o seu neto, diz ela aos gritos.

Moisés tenta se explicar, mas diante dos fatos e pego com a faca na mão, se cala. Jetro arremete:

– Aqui em Midiã nós não temos tal costume! Filha, fique de olho nele, se ele tentar isto de novo me avise que eu tomo as medidas cabíveis. Que loucura, circuncidar uma criança!? Que Deus louco exigiria isto?!

Aos 80 anos, temos Moisés, o homem que acabara de ser chamado por Deus, acamado e sussurrando suas possíveis últimas palavras:

– Precisamos circuncidar os nossos filhos, é por isso que o Senhor está me matando!

Conclusão

Por vezes, pensamos que por sermos chamados por Deus, podemos abrir mão dos princípios dEle em nossas vidas. Que somos tão “úteis” para Deus, que Ele vai ser um tanto leviano e frouxo conosco se nós resolvermos abrir mão de alguns princípios. Achamos que podemos abrir mão de princípios em nosso lar, tendo em vista nossa “importância” para a obra. Que podemos ser frouxos com os seus princípios em casa, no cuidado da mulher e filhos, na supervisão dos princípios de Deus no lar.

Precisamos entender que Deus não abre mão dos seus princípios por ninguém. Ele é Senhor, e nosso lar tem que refletir os princípios de Deus. Nosso lar precisa ser uma fonte de sal e luz!

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