Não deixe de congregar – Parte 4

Se estamos sendo humilhados e resistidos, vamos buscar em Deus os motivos, deixar Deus mostrar e falar conosco, nos disciplinar e admoestar. Orar é se humilhar, é reconhecer que eu não posso fazer nada sem Ele, que eu preciso do Senhor para tudo e em tudo. Oração é dependência total no Senhor, é humildade. Quando a pessoa está em pecado ou “na carne”, não consegue orar. Uma pessoa quebrantada pode estar sem forças para orar, mas Deus ouve até os seus gemidos (Romanos 8:26).

Se você faz parte de um grupo de comunhão de irmãos, disponha seu coração a ajudá-los, mas não “alisando” o ego das pessoas e, sim, levando-os a compreenderem e aceitarem o propósito de Deus em meio às críticas, humilhações, injustiças ou sofrimentos que estejam passando, glorificando a Deus pela oportunidade de crescimento. Não ajudamos as pessoas apontando os defeitos e erros dos outros ou os males que lhes causaram. Isso não irá torná-las mais maduras. Fale o que as pessoas precisam ouvir, e não o que querem ouvir.

Existe muita gente cheia de mágoas, rancor e ressentimentos porque se acham injustiçadas. Elas devem ser admoestadas conforme Paulo ensinou: “Por que não sofreis, antes, a injustiça? Por que não sofreis, antes, o dano?” Só assim poderão ser ajudadas. Advertir, admoestar, corrigir, disciplinar são mecanismos de ajuda, de bênção, de serviço; servem para colocar as pessoas novamente “no trilho”. Corrigir é mostrar a verdade, é algo positivo, é para nos fazer crescer. O evangelho nos traz o modelo de amor, de perdão, de serviço, de sofrimento, de mudança. Jesus e os discípulos nos ensinaram e demonstraram esse caminho. Somos exortados a perdoar, servir e amar como Cristo o fez.

Colossenses 2:6, 3:12-17: “Como, pois, recebestes o Senhor Jesus Cristo, assim também andai nele… Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade; Suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também. E, sobre tudo isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição. E a paz de Deus, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos. A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao SENHOR com graça em vosso coração. E, quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.”

Suportar o sofrimento e as injustiças é algo que agrada e glorifica a Deus:

1 Pedro 2:19-21: “Porque é coisa agradável, que alguém, por causa da consciência para com Deus, sofra agravos, padecendo injustamente. Porque, que glória será essa, se, pecando, sois esbofeteados e sofreis? Mas se, fazendo o bem, sois afligidos e o sofreis, isso é agradável a Deus. Porque para isto sois chamados; pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas.”

O Espírito Santo nos consola para podermos consolar a outros. É isso que leva as pessoas ao crescimento, à maturidade, ao aperfeiçoamento. Que glória há se provocamos alguém e sofrermos as consequências disso? Glorificamos a Deus quando não fazemos nada de errado, sofremos injustamente e suportamos isso por causa da consciência para com Deus. Fomos chamados para suportar a tristeza dos sofrimentos injustos.

Jesus sofreu em nosso lugar, por causa dos nossos pecados, deixando-nos um exemplo para seguirmos. Portanto, ensinar as pessoas a perdoar, a amar, a servir e a sofrer ajuda-as a entender e viver o chamado de Cristo e se confrontar com a verdade. Disciplina não é juízo sobre os outros, mas ajudar alguém que está precisando. Disciplina é prova de amor e paternidade.

Hebreus 12:5-8: “E já vos esquecestes da exortação que argumenta convosco como filhos: Filho meu, não desprezes a correção do Senhor, e não desmaies quando por ele fores repreendido; Porque o Senhor corrige o que ama, E açoita a qualquer que recebe por filho. Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque, que filho há a quem o pai não corrija? Mas, se estais sem disciplina, da qual todos são feitos participantes, sois então bastardos, e não filhos. Além do que, tivemos nossos pais segundo a carne, para nos corrigirem, e nós os reverenciamos; não nos sujeitaremos muito mais ao Pai dos espíritos, para vivermos? Porque aqueles, na verdade, por um pouco de tempo, nos corrigiam como bem lhes parecia; mas este, para nosso proveito, para sermos participantes da sua santidade. E, na verdade, toda a correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela.”

Eu penso que há um pecado que dói mais no coração de Deus do que a queda. Creio que a nossa reação à disciplina é mais importante do que o erro que causou a disciplina. Nós podemos rejeitar, desprezar a disciplina e até podemos desmaiar em nossas almas, mas o que Deus espera é que a recebamos com um coração aberto e penitente. Que nos humilhemos diante da Sua Palavra e nos convertamos de todo o coração, pois só assim seremos participantes da Sua santidade. Necessitamos disciplinar e sermos disciplinados.
Precisamos que Deus incendeie os nossos corações motivando-nos a ajudar verdadeiramente as pessoas. Que nos importemos de fato com elas para as confrontarmos com os erros que estão vivendo.

Recentemente eu provei um milagre desses em minha vida. Percebi que estava me “enferrujando”, me entregando, deixando algumas coisas passarem, não querendo mexer ou confrontar algumas situações, sentindo-me cansado. Então, Deus me repreendeu com amor perguntando-me: “O que você quer fazer? Você quer se aposentar? Quer parar de falar as coisas que os outros precisam ouvir? Quer parar de congregar?” Quando estamos assim cansados não queremos encontrar ninguém, receber ninguém, ir na casa de ninguém. Perdemos o desejo e o prazer de estar junto com outros. Cansa tratar com pessoas, cansa ser mal interpretado, cansa ver as pessoas cometerem os mesmos erros, cansa ficar mal com as pessoas por ter de corrigi-las, cansa ser criticado e rotulado o tempo todo. Eu estava cansado e, então, Deus me perguntou se eu queria me aposentar, desistir, abandonar minha carreira, DEIXAR DE CONGREGAR ou, então, reagir. Ele colocou uma escolha diante de mim. Então, decidi voltar, pois entendi que, quando desisto do meu irmão, estou desistindo do Senhor.

Esta é a vontade de Deus para nossas vidas! Crescer e ajudar outros a crescer, nunca desistir de congregar e sempre edificar-nos uns aos outros para a glória do Senhor Jesus!

“E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos.” Gálatas 6:9, RA.


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