Não deixe de congregar – Parte 2

No primeiro século a igreja se reunia em casas, em pequenas congregações, onde se praticava os relacionamentos e a verdadeira vida em igreja. Numa reunião familiar todos se conhecem, falam, ouvem, se relacionam e, quando isso acontece, problemas surgem. Por esse motivo a bíblia orienta-nos por meio de mandamentos sobre como devemos agir diante dessas diferentes situações (Romanos 12, Colossenses 3, Mateus 18, etc.).

O texto de Hebreus traça uma linha entre “congregar” e “admoestar”:

Hebreus 10:25: “Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia.”

Observe que o versículo 26 vai advertir aquele que vive deliberadamente no pecado. Ou seja, esta instrução para congregar e admoestar visa guardar os irmãos de viverem deliberadamente no pecado. Mas, qual é a relação entre estas duas coisas? Congregar é estar junto e conectado. A palavra no original também sugere que este ajuntamento é no mesmo lugar. Admoestar significa “repreender, corrigir”. Muitos deixam de congregar pois não estão mais dispostos a admoestar ou serem admoestados. Nós não gostamos de repreensão e correção, nem receber, nem dar, e além disso, ajudar pessoas é cansativo e muitos desistem deste serviço (ministério).

1 Coríntios 6:1-6: “Ousa algum de vós, tendo algum negócio contra outro, ir a juízo perante os injustos, e não perante os santos? Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deve ser julgado por vós, sois porventura indignos de julgar as coisas mínimas? Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos? Quanto mais as coisas pertencentes a esta vida? Então, se tiverdes negócios em juízo, pertencentes a esta vida, pondes para julgá-los os que são de menos estima na igreja? Para vos envergonhar o digo. Não há, pois, entre vós sábios, nem mesmo um, que possa julgar entre seus irmãos? Mas o irmão vai a juízo com o irmão, e isto perante infiéis.”

Para muitos cristãos, quem deve resolver os problemas, os conflitos entre irmãos, são “apenas” os pastores. A igreja em Corinto tinha tantos problemas entre si que acabava levando as causas diante dos tribunais e juízes incrédulos e Paulo ficou indignado, repreendendo a igreja por isso.

1 Coríntios 6:7: “O só existir entre vós demandas já é completa derrota para vós outros. Por que não sofreis, antes, a injustiça? Por que não sofreis, antes, o dano?”

Ele perguntou: “Por que não aceita a injustiça? Por que não aceita o prejuízo? Por que não se humilha e recebe isso como sendo de Deus?” As pessoas “resistidas” são soberbas, mas as pessoas cheias da Graça de Deus são humildes. Há muitos que têm falsa humildade, têm jeito e “cara” de humilde, mas são soberbos. Se somos muito “resistidos” é porque somos soberbos, porque ninguém pode resistir a uma pessoa que Deus exalta. Ninguém pode fechar as portas àqueles para quem Deus abre. Mas Deus mesmo trata de resistir aos soberbos.

1 Pedro 5:5,6: “Semelhantemente vós jovens, sede sujeitos aos anciãos; e sede todos sujeitos uns aos outros, e revesti-vos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte.”

As pessoas que nos escutam e apenas alimentam as nossas dores, mágoas e ressentimentos nos fazem adoecer ainda mais. O verdadeiro amor confronta, corrige, exorta o outro a se humilhar. A pessoa que resiste não muda, não se transforma. Se tentarmos exaltar alguém que Deus está humilhando será uma grande perda para aquela pessoa. Ajudar alguém implica em levar a pessoa ao pleno conhecimento da verdade.

1 Coríntios 6:8,9: “Mas vós mesmos fazeis a injustiça e fazeis o dano, e isto aos próprios irmãos! Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus.”

Paulo disse que aqueles crentes, ao invés de sofrerem o dano, ainda oprimiam os irmãos fazendo a injustiça e o dano. Ele ensinou que aqueles que faziam injustiças seriam julgados pelo próprio Deus.


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