Músicos, ministração exige Santificação

Nesse tempo em que estamos vivendo, existem no nosso meio muitos ministros que estão oferecendo “fogo estranho” ao Senhor, ou seja ministrando sem santidade alguma.

Antes de falarmos sobre ministração exige santificação, que é uma condição importante para que todos (sem exceção ), devam ter ao ministrar ao Senhor, gostaria de colocar alguns princípios da palavra de Deus, que mostram a nossa posição e quem somos hoje em Cristo Jesus.

O Tabernáculo era a presença de Deus, foi o meio usado por Deus para que Ele pudesse se revelar ao seu povo. A revelação não foi de Moisés, mas foi dada por Deus a ele no monte. (Êxodo 25:8-9). Detalhes que foram revelados por Deus, e que não poderiam ser esquecidos.

Sabemos que hoje nós somos o tabernáculo móvel, a presença de Deus, o local de encontro, o local de adoração, somos o seu templo, e Jesus foi o verdadeiro sacrifício e é o sumo sacerdote, o verdadeiro e perfeito sacrifício, oferecido uma vez por todas. Nenhum outro sacrifício é necessário ou mesmo possível.

Por isso, uma vez regenerado o homem se torna habitação do Espírito Santo. Daí o cuidado para não ofender o Espírito Santo.

Da criação ao calvário o homem passa por três fases:

GERAÇÃO: é criado à imagem e semelhança de Deus;
DEGENERAÇÃO: o homem se corrompe até as suas raízes pelo pecado;
REGENERAÇÃO: feita por Jesus Cristo, na cruz, e aplicada na vida do homem pelo Espírito Santo.

A santificação é a vontade de Deus para nós esta santidade é sinônimo da perfeição que Deus pede de nós. Ministração exige santificação; nesse tempo em que estamos vivendo, existem no nosso meio muitos ministros que estão oferecendo “Fogo estranho” ao Senhor, ou seja ministrando sem santidade alguma.

Em Levíticos 10:1 -2 “Nadabe e Abiú, filhos de Arão, tomaram cada um o seu incensário, e puseram neles fogo, e sobre este, incenso, e trouxeram fogo estranho a face do Senhor, o que lhes não ordenara. Então saiu fogo de diante do Senhor e os consumiu; e morreram perante o Senhor.”

Eis o exemplo negativo de Adabe e Abiú, que perderam o temor diante dos princípios da palavra de Deus e eu creio que este exemplo nos tem muito a ensinar. Eles entraram no santuário, cada um tinha um incensário na mão; cada um tinha o direito legítimo de entrar ali, visto que era esse o seu ministério, mas o que ofereceram foi “fogo estranho” diante de Deus.

“Estranho”, no original, refere-se a “estrangeiro”, diverso e avesso aos costumes do povo de Deus, não é de se admirar que ainda hoje existe no nosso meio alguns “estrangeiros”, ministrando ao Senhor de forma incoerente com a sua verdade, pessoas que muitas vezes tentam enganar o povo de Deus e si mesmos, cantando e tocando aquilo que não vivem, fazendo tais coisas como simplesmente um “trabalho”, um novo CD, “artista gospel”, ou coisas desse tipo, muitas das vezes parecendo ovelha, mas são verdadeiros lobos, pessoas sem temor algum diante de Deus.

Não podemos permitir no meio da igreja, tais práticas que estão ligadas com à idolatria e à mistura, que são costumes mundanos e advertidos diversas vezes pelos profetas e pelo o próprio Senhor na sua palavra.

“para fazerdes diferença entre o santo e o profano e entre o imundo e o limpo” – Levíticos 10:10, Precisamos pedir ao Senhor revelação da sua palavra para podermos discernir aquilo que é santo e o que é profano. Cada um de nós temos um dom, um talento e poderíamos compará-los com o incensário e assim aplicarmos alguns princípios que nos ajudarão a ter o cuidado de não proceder como Nadabe e Abiú, no que diz respeito a música, ao louvor e à adoração na igreja.

É perigoso oferecer adoração que não seja bíblica

Sabemos que a nossa fonte é o Senhor Salmos 87:7 “todos os cantores e tocadores, saltando de júbilo entoarão: Todas as minhas fontes estão em ti.”.

Não ofereça a Deus adoração com canções tiradas da fonte do mundo, com inspiração em melodias mundanas e copiadas dos acordes criados fora da unção de Deus. Inspirar-se em músicas oferecidas a ídolos para adorar a Deus é oferecer “fogo estranho” diante do altar de Deus e todo aquele que assim procede será consumido pelo Senhor!

É perigoso oferecer a Deus algo que Ele não tenha pedido

Existe na igreja autoridades delegadas por Deus que são os nosso líderes ou pastores, a insubmissão a eles caracteriza a rebeldia, o saber cantar ou tocar não habilita ninguém á ministrar debaixo de rebeldia, os rebeldes são capazes de oferecer a Deus algo que Ele não tenha pedido e também de não oferecer o que tenha pedido.

Ministrar diante de Deus em rebeldia é oferecer “fogo estranho” diante do altar e todo aquele que assim procede será consumido pelo Senhor! (Levítico 10:2). O fogo de Deus tem dois significados: benção e juízo. Havia circunstâncias quando Deus,

aceitando o sacrifício, derramava fogo(1 Reis 18:37-38). E havia outras quando o fogo era enviado para trazer condenação(2 Reis 1:9-14). No caso de Nadabe e Abiú, o fogo foi de juízo.

Considerações finais; que estes exemplos possam impactar as nossas vidas para que venhamos nos arrepender e mudar de atitude. Que possamos antes de ministrar ao Senhor nos perguntar: Como está o nosso altar ? Que tipo de incenso tenho oferecido a Deus? Lembre-se: Deus consome o sacrifício se o aceita, mas consome o ofertante caso ofereça “fogo estranho”!

Referências bíblicas:

1 Coríntios 3:16; 1 Coríntios 6:19-20; Hebreus 3:6; Hebreus 7:27; Hebreus 9:14; 1 Pedro 3:18; Efésios. 4:20; 1 Tessalonicenses 5:19; 1 Tessalonicenses 4:3; Deuteronômio 18:13; Mateus 5:48;

Ministério de Música
Igreja em São Vicente

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