Membro ou frequentador?

“Você vai à igreja hoje?” Quantos de nós, se já não usamos esta expressão, certamente a ouvimos por parte de alguém. Ela mostra o pouco entendimento que tempos com relação à igreja.

A igreja não é o templo, o local para onde se vai aos domingos, num bonito, mas insuficiente costume. Na Europa visitei muitos templos, enormes construções de séculos passados, cheios de colunas e vitrais, símbolos de uma época de crescimento da fé cristã, mas que, hoje, vazios, nada mais são do que pontos turísticos interessantes. São templos, imponentes construções, não igrejas.

A igreja primitiva, descrita no livro de Atos dos Apóstolos, aquela que começou e se desenvolveu depois da ascensão de Cristo e da descida do Espírito Santo, se reunia muito mais nas casas dos irmãos do que no templo. Às vezes debaixo de uma árvore… A igreja, portanto, é a comunidade de pessoas que creram e entregaram suas vidas a Jesus, procuram viver pelos seus ensinamentos e cumprir sua missão: fazer discípulos.

A igreja, embora universal, tem suas manifestações locais, congregações onde todos podem exercer sua função como parte do corpo de Cristo. O primeiro passo de quem se torna cristão é o batismo, que além de mostrar a fé, o insere no corpo de Cristo.

O crescimento na vida cristã, vem de uma participação intensa na igreja. É nela que temos a oportunidade de praticar os mandamentos recíprocos que vemos na Bíblia: amar, servir, admoestar, suportar, acolher, orar uns pelos outros e tantos mais. Ninguém aprende o serviço, servindo a si mesmo, ou a submissão, submetendo-se a si mesmo. É preciso estar junto com outros.

Viver num mosteiro, afastado de todos não o torna mais santo. O que o faz crescer é o convívio com os irmãos, o relacionamento, a troca de experiências, a demonstração do fruto do Espírito Santo, como paciência, mansidão, paz.

Para que a igreja se desenvolva, o próprio Jesus estabeleceu ministérios: apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres, que exercem funções específicas para o aperfeiçoamento dos “santos”. Os crentes, aqueles que creram, vivem em unidade e submissão ao senhorio de Jesus. Tem gente que vê a igreja como um supermercado espiritual onde elas vão buscar o que precisam no momento. Elas vão ali para receber, não para dar. Querem ser abençoadas e não abençoar. Se em algum momento sentem que não estão lhe servindo bem, mudam de supermercado. Escolhem a congregação pela proximidade de sua casa, pela sua comodidade, não pela ligação e amor que tem pelos irmãos.

Muitos preferem não se comprometer. Não querem se envolver no trabalho nem com as pessoas. Não se sentem responsáveis por nada, preferem passar despercebidos. No entanto, só quando entendemos que somos parte da igreja, somos membros uns dos outros, que temos função e que prejudicamos o bom funcionamento do Corpo de Cristo quando nos omitimos é que começamos a entender a igreja. Quando começo a chorar com os que choram e a me alegrar que os que se alegram estou no caminho certo. Se oro pelos necessitados e contribuo para os mais carentes, aí então já estou quase lá.

NINGUÉM APRENDE O SERVIÇO SERVINDO A SI MESMO, OU A SUBMISSÃO, SUBMETENDO-SE A SI MESMO. É PRECISO ESTAR JUNTO COM OS OUTROS.

Quanto entendo que estou ligado à cabeça, que é Cristo, através do corpo, que é a igreja, estou pronto para me submeter às autoridades estabelecidas e posso me considerar parte da igreja. Sem isso, posso ser um assistente, um mero frequentador, mas nunca membro do corpo de Cristo.

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