Corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta

Queria compartilhar uma coisa que me falou o Senhor esses dias. Vou chamar de “O relato de um gordinho feliz”

Eu, nessas duas corridas (comecei a correr recentemente em corridas de rua), recebi do Senhor o seguinte:

Numa corrida, a gente normalmente chega, em vários momentos, a ficar cansado. Eu, pelo menos, não aguento correr o tempo todo. Minhas pernas, na área lateral externa, começam a arder, como queimando, e por mais que eu tente, chega certa hora que preciso andar, ou elas travam de verdade. Quando ando, a dor diminui, mas não para.

Quando ela reduz a um ponto mais suportável, eu volto a correr, e ela simplesmente some, apesar de depois voltar firme e forte. Assim vou correndo e andando, mas nunca paro.

Há ainda as pontes, as diversas pessoas na frente, que nos atrasam,  de quem temos que desviar subindo calçadas, precisamos ainda desviar dos postes, dos cones, das árvores, que nos causam mais cansaço e atrapalham um pouco.

Em certos pontos, recebemos água, que nos ajuda a recobrar um pouco o ânimo, reduzir a sede, e nos dá mais um pouquinho de força pra continuar.

Mas continuo a correr (ou eventualmente andar).

O mais impressionante, nas duas corridas, foi quando cheguei próximo ao fim. Na primeira corrida, creio que faltava cerca de 1200m, quando eu estava subindo a Ponte do Limoeiro (ponte que fica perto do Palácio do governo, ligando a área dele à Rua da Aurora). Nesse momento, eu estava andando, e chegou um cara, completamente desconhecido, que ao meu lado gritou: vamo, tá acabando! Eu, no meu cansaço de primeira corrida da vida, pensei: é, ta acabando, e eu to me acabando junto, e continuei andando brevemente… Até que ele gritou: vamo, ta acabando!

Nesse momento, voltei a correr. Corri, com dores abdominais, nas pernas, etc, até o fim. O que foi legal? Quando avistei o ponto de chegada, a cerca de 200m, me apareceram umas forças, e eu tive vontade de correr ainda mais. E corri! Corri loucamente até o fim, e acabei deixando o cara que me ajudou pra trás, hehehe…

Nessa última, desse último sábado, foi semelhante. Corri durante um período mais longo, andei menos, por períodos menores, mas andei…

Só que dessa vez o final foi diferente. Quando cheguei na ponte do Limoeiro, as dores estavam muito fortes, então comecei a andar. Nesse momento, resolvi olhar pra Rua da Aurora. Para meu espanto, avistei a chegada, que era já no comecinho. Não é que, no instante que vi, pensei: agora é que eu não paro mesmo! Gente, foi impressionante. Eu estava andando há uns 5 a 10 segundos, ou seja, a dor, ainda estava lá, “insuportável”… Mas, de repente, ao ver a chegada, eu corri, não teve dor, não teve cansaço, não teve o que me segurasse. Corri mais ainda, com mais força, com mais empolgação, com mais alegria.

Eu avistei o meu alvo, a meta que me propus alcançar, e corri, passando por cima de dor, cansaço, desviando das pessoas, dos buracos, subindo calçadas, etc.

No fim, recebi minha medalha, e tomei 5 copos d’água 😀

Portanto, irmãos, o que pude apreender disso tudo:

1 – Na nossa caminhada com o Senhor, haverá momentos em que as dores serão muitas, e não aguentaremos manter o ritmo. Iremos reduzir, nos entristecer, cansar, chorar, nos abalar. Mas não podemos desistir. Continuemos andando, percorrendo a carreira que nos foi proposta, firmes. As dores nas minhas pernas me mostraram isso.

2 – Haverá, nos momentos em que mais estamos empolgados, obstáculos para nos fazerem cair, tropeçar, desviar, mas não nos abalemos, e prossigamos correndo. As pessoas no caminho, as pontes, as árvores, etc, me mostraram isso.

3 – Haverá momentos em que receberemos consolo e conforto do Senhor. Mas são breves momentos para nos dar mais força para continuar correndo, e não para nos acomodarmos, não podemos perder nosso foco. Os pontos de água me mostraram isso.

4 – Em outros momentos em que pensamos em desistir, o Senhor nos trará uma palavra, um irmão, algo pra nos impulsionar, insistir conosco, para que não desistamos, e para que recobremos fôlego para voltar a correr. O amigo desconhecido me mostrou isso.

5 – Por fim, corramos com olhos firmes em nosso alvo. Se não o avistamos, temos que pensar nEle. Se ele ainda não está à sua frente, e você sabe que falta muito, ponha em sua lembrança tudo que te faz recordar dEle. E, quando o avistar, corra. Corra como se nada mais importasse, pois nada mais importa! É o nosso Alvo à nossa frente. Não desistamos, não nos deixemos esmorecer. É o nosso alvo, a nossa meta, o nosso Senhor! Supere as dores, supere os traumas, supere tudo, deixe de lado o que não precisa, o que te prende, fuja das “regras” do mundo e corra para o seu Alvo. No final, você vai receber a sua coroa, e beberá da água da vida, e não voltará a ter sede.

Mas eu não posso correr por você, não posso fazer você visualizar o alvo, e não posso vencer os obstáculos que você irá enfrentar. Tudo isso cabe a você. Tome, hoje, a decisão de olhar para o alvo e superar os obstáculos, com as forças do Senhor ao seu lado.

Uma boa semana a todos, e um grande abraço. Amo todos vocês, e podem ter certeza que estarei disponível para dar água, para chamar e gritar ao lado de cada um, e para ajudá-los a relembrar do alvo em cada momento.

Por Filipe Nogueira

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