Cidade Bíblica – Megido

Megido era um dos pontos estratégicos da Via Maris, por isso o lugar também era freqüentemente conquistado. Os arqueólogos revelaram pelo menos vinte níveis de assentamento que permitem reconstruir a instável história de Megido até o quarto milênio a.C.

Megido era um dos pontos estratégicos da Via Maris, por isso o lugar também era freqüentemente conquistado. Os arqueólogos (1903-05 Gottlieb Schumacher, 1925-39 Chicago Oriental Institute, desde 1960 Universidade Hebraica de Jerusalém) revelaram pelo menos vinte níveis de assentamento que permitem reconstruir a instável história de Megido até o quarto milênio a.C.

Da época dos reis cananeus foram encontrados três santuários, as portas da cidade e os vestígios de palácios.

No ano 1479 a.C., Megido foi conquistada por Tutmés III e continuou sob influência egípcia até o ano 1150 a.C. (níveis VIII-VI). Além de uma base da estela de Ramsés IV, também existe um tesouro composto por objetos de marfim que data dessa época e que foi levado para o museu Rockefeller de Jerusalém.

Megido resistiu às tentativas de conquista de Josué. O nível V é aparentemente filisteu. O rei Davi conseguiu apoderar-se da cidade e Salomão a converteu em capital da quinta província de seu reino. Naturalmente, os arqueólogos israelenses prestaram a máxima atenção a esse nível (IV A): os vestígios mais impressionantes dessa época são o muro de casamata, a porta norte da cidade, o palácio norte e sul e as moradias. As famosas “cavalariças de Salomão” são com certeza da época do rei Acab, que teve de restaurar Megido depois de uma incursão hostil do faraó Sheshonk.

Também mandou assegurar o abastecimento de água da cidade e cavar um poço de 37 metros de profundidade seguido de um túnel de 66 metros de comprimento até a água subterrânea.

A partir de 733 a.C, Megido passou ao domínio assírio, tornando-se capital de província. No ano 609 a.C., o rei Josias de Judá foi vencido pelo faraó Necau II e perdeu a vida na batalha. A partir daí o Tell permaneceu desabitado.

 

Texto extraído do Livro “

Arqueologia da Bíblia”, de Werner Keller – Editora Folio

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