Cidade Bíblica – Marib

Marib foi durante muitos séculos a capital dos sabeus do sul da Arábia, que provavelmente imigraram no século XIII a.C. Situada a leste de Sanaá, a atual capital do Iêmen, a cerca de 1.160 metros de altitude, Marib controlava várias “rotas do incenso” e o importante uadi Dana.

Marib foi durante muitos séculos a capital dos sabeus do sul da Arábia, que provavelmente imigraram no século XIII a.C. Situada a leste de Sanaá, a atual capital do Iêmen, a cerca de 1.160 metros de altitude, Marib controlava várias “rotas do incenso” e o importante uadi Dana.

De uma época anterior à menção de Marib nas fontes assírias, é o relato bíblico da rainha de Sabá e sua visita ao rei Salomão.

Uma lenda etíope diz que a rainha, depois da visita a Jerusalém, teve um filho de nome Menilek, que mais tarde tornou-se rei da Etiópia e que, quando ele foi visitar seu pai Salomão em Jerusalém, tomou-lhe as tabuinhas com os dez mandamentos da Arca da Aliança. A dinastia etíope sempre reivindicou sua origem salomônica. O reino de Sabá foi até o século V a.C. uma teocracia sob a direção de príncipes sacerdotais que levavam o título de Mukarib.

A partir do ano 420 a.C., Karib il Watar II adotou o título de rei (Malik). Nesta época começou uma política de expansão que também teve como resultado a colonização da Etiópia.

Do templo do deus da lua Ilumquh de Marib ainda se conserva uma impressionante série de monólitos. A obra mais assombrosa, no entanto, é a grande represa com seu complicado sistema de comportas, que duas vezes por ano armazenava a água caída das curtas chuvas de monções em uadi Dana e a conduzia aos campos mais elevados do oásis. A represa de Marib foi construída no século VI a.C., mas é baseada em tradições de irrigação muito mais antigas. A represa funcionou durante mais de um milênio; são mencionados vários estragos e consertos. No ano 575 d.C., no entanto, os muros arrebentaram. A catástrofe da inundação é mencionada no Corão. A região outrora fértil tornou-se árida, e Marib foi abandonada.

Texto extraído do Livro “Arqueologia da Bíblia”, de Werner Keller – Editora Folio – 2008

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