Cidade Bíblica – Jericó

Jericó é considerada a cidade mais antiga da Palestina. O fértil oásis do vale do Jordão foi habitado a partir do paleolítico. Os vestígios dessa primitiva cultura estão expostos no museu Rockefeller de Jerusalém.

Jericó é considerada a cidade mais antiga da Palestina. O fértil oásis do vale do Jordão foi habitado a partir do paleolítico. Os vestígios dessa primitiva cultura estão expostos no museu Rockefeller de Jerusalém.

Já por volta do ano 7000 a.C., os colonizadores uniram-se, formando uma comunidade de caráter urbano, e fortificaram a cidade. O testemunho arquitetônico mais antigo da escavação é o chamado Tell es-Sultan, uma maciça torre de pedra que se ergue a uns nove metros de altura.

A muralha da cidade, de dois metros de espessura e que naquela época já circundava uma área de pelo menos 30 mil metros quadrados, é mais recente. A fortificação da Idade do Bronze com certeza é do terceiro milênio a.C.

Já os primeiros escavadores (Sellin e Watzinger 1907-09) encontraram seis níveis de assentamento; em 1930-36, Garstang encontrou a necrópole e outras muralhas; no entanto, todos procuraram em vão a muralha de Jericó que, segundo diz a lenda, desabou sob o som das trombetas dos israelitas.

As minuciosas escavações de Kathleen M. Kenyon (1952-58), às quais devemos a datação da fortificação mais antiga da cidade, não conseguiram encontrar indícios de destruição da época de Josué. Parece que naquela época Jericó já não tinha importância e tampouco voltou a florescer depois de tomada pelos israelitas.

Talvez a “muralha de Josué” tenha sido construída de tijolos de barro e suas ruínas niveladas pela chuva e pelo vento. Sob o nome de Jericó também existe uma escavação israelita na foz do uadi el-Qelt, no vale do Jordão. Debaixo do palácio de inverno do rei Herodes, que morreu ali no ano 4 a.C., Ehud Netzer encontrou em 1980 um palácio hasmoneu, uma construção dupla que provavelmente pertenceu aos irmãos rivais Aristóbulo II e Hircano II.

Texto extraído do Livro “Arqueologia da Bíblia”, de Werner Keller – Editora Folio – 2008

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