Cidade Bíblica – Babilônia

A cidade provavelmente foi fundada na época dos sumérios, mas foi insignificante até a época da dinastia Amurru (a partir de 1830 a.C.), cujo rei mais famoso, Hamurabi, ampliou magnificamente a Babilônia como residência e a converteu em capital de toda a “Sumerja e Akkad”.

Babilônia, a Babel bíblica, encontra-se aproximadamente a 80 Km ao sul de Bagdá, às margens do Eufrates. O nome é interpretado como “porta dos deuses”.

A cidade provavelmente foi fundada na época dos sumérios, mas foi insignificante até a época da dinastia Amurru (a partir de 1830 a.C.), cujo rei mais famoso, Hamurabi, ampliou magnificamente a Babilônia como residência e a converteu em capital de toda a “Sumerja e Akkad”.

Apesar do declínio do poder político do império na época dos cassitas e assírios e de várias devastações, a cidade continuou sendo um importante centro cultural e religioso.

No ano 612 a.C., a Babilônia converteu-se, sob o reinado de Nabopolasar, em capital do império neobabilônico, e cujo soberano mais conhecido, Nabucodonosor (605-562 a.C.), deve seu segundo período de esplendor. Sob a regência de seu sucessor Baltasar, o império caiu sob o domínio dos persas. Ciro conquistou a Babilônia em 539 a.C.

A cidade foi gravemente devastada durante uma rebelião contra Xerxes. O plano de Alexandre Magno de voltar a reconstruí-la e transformá-la em metrópole de seu império greco-oriental fracassou devido à sua morte prematura na Babilônia. A cidade decaiu até ser uma paisagem árida de ruínas e os ladrões de tijolos foram levando quase tudo.

Apesar disso, a Babilônia nunca caiu no esquecimento; os viajantes da Antiguidade e da Idade Média falavam dela. Em 1850 começou a exploração; em 1899, as escavações alemãs e, em 1960, o Iraque encarregou-se da cidade.

Uma vez que os extratos da antiga Babilônia atualmente encontram-se em água subterrânea, os vestígios visíveis pertencem à época neobabilônica. A maior decepção para os visitantes é a famosa “Torre de Babel”, cujos vestígios, habitados pelas rãs, encontram-se dentro d’água. Baseando-se nas medidas descritas numa tabuleta de argila com caracteres cuneiformes é possível calcular que o zigurate, de sete degraus, devia medir outrora noventa metros de altura.

Além de alguns templos e ruínas do palácio da cidade de Nabucodonosor II, as escavações também revelaram partes consideráveis do anel duplo de muralhas da cidade, que era interrompido por nove portas fortificadas. Estas recebiam seus nomes dos deuses mais importantes. O aspecto mais majestoso era apresentando pela porta de Ishtar e a via de procissão de 300 metros de comprimento com seus relevos de tijolos esmaltados de animais sagrados: o touro de Hadad, o dragão de Marduk e o leão de Ishtar.

 Texto extraído do Livro “Arqueologia da Bíblia”, de Werner Keller – Editora Folio – 2008

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