Assumindo uma aliança com o meu próximo – Um manifesto em prol da unidade

Jesus, ao morrer na cruz, não só nos assinalou um acesso ao Pai, mas também nos conferiu uma eterna aliança entre nós e o Pai. Além disso, Ele nos conduziu a uma família espiritual e também eterna, que já existia antes de nós. Dela nos fez participantes, e nos conferiu uma aliança de uns para com os outros. Uma aliança com e entre os irmãos. Cristo já nos fez um, o que me falta é assumir isto. É sobre isto que queremos escrever.

Aliança

O que é uma aliança? A primeira ideia que nos vem é a de uma argola de metal, ou anel, que usamos em nossos dedos. Mas será que isto é uma aliança? Na realidade, este anel é o sinal, a manifestação externa de algo subjetivo que há em nosso coração. É o sinal do compromisso que assumimos com alguém. Pode-se haver aliança sem anel, mas o anel sem a aliança não tem o menor valor.
Na bíblia vemos exemplos das alianças entre Deus e os homens. A aliança adâmica, noética, abraamica, etc., são exemplos de que Deus sempre buscou se aliançar como o homem, e nestes dias nos faz uma aliança em Cristo, Heb 1.1-2.

Mas também, não menos importante, há as alianças seladas entre os próprios homens gerando frutos para a glória de Deus, como por exemplo:
a) David e Jonatas, 1 Sm 20.1-42, 2 Sm 9.1-13;
b) Raabe e os dois espias, Js 2.1-24, Mt 1.5;
c) Rute e Noemi, Rt 1.1-18, Rt 4.1-22

Meu próximo

Hoje temos um novo tempo, um tempo de graça e favores divinos. Hoje o Senhor nos pergunta “quem é o teu próximo?” Lc 10.25-37(v.29). É com o meu próximo, com o meu irmão, que Deus tem efetivado uma aliança. E o Pai espera que eu possa agir como o samaritano da parábola, e meu irmão possa saber que pode contar comigo.
Desta aliança nasce o projeto de unidade universal de Deus, Jo 17.20-23, que só é possível quando cada um percebe que está ligado ao outro e a todos, Rm 12.5 (a NVI diz: “formando um só corpo, e cada membro está ligado a todos os outros”).

Em Jo 17.20-23 vemos o padrão desta aliança:

a) Não só estes, mas também aqueles, para que todos sejam um e não dois grupos, v. 20-21a e Ef 2.13-18;
b) O objetivo supremo é que sejamos um segundo o modelo de unidade que há entre o Pai e o Filho, v. 21a;
c) O efeito desta unidade na terra como (igual ao) no céu é aumento da fé no mundo, v. 21;
d) E isto é possível, pois temos recebido de sua glória (força e capacitação) para que esta unidade aconteça, v. 22, Jo 1.14 e 16, Col 1.27 e Fp 4.13;
e) E o segredo é Cristo em nós, e o Pai em Cristo, e isto não nos torna completos agora, mas sim capazes de nos aperfeiçoar em unidade e nos afeiçoar uns aos outros (1Tes 2.8, 1Sm 19.1), superando
brigas e intrigas, Satanás e o mundo, para sermos UM, v. 23a; e
f) A manifestação-operação de todas estas coisas acima descritas irá operar o conhecimento no mundo de que Jesus não é apenas um ser histórico, mas que de fato houve alguém entre nós enviado por Deus, e que este mesmo Deus nos ama, assim como amou a este Filho, v. 23b e Hab 2.14.

Concluindo

Diante do esforço empreendido pelo próprio Pai, devemos viver e nos relacionar entre nós de modo que O agrademos: “Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade; suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também. E, sobre tudo isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição. E a paz de Deus, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos”. Col 3.12-15.
Não qualquer misericórdia, mas de entranháveis misericórdias para com meu irmão. Não só de paciência, mas de um longo-ânimo. Não só o suportar como se não houvesse outra opção, mas ser suporte, apoio. Não só perdoar apenas, mas perdoar conforme o modelo de Cristo. Revestindo-se de amor (1Cor 13.1-7), que é o vínculo (elo, conexão e link) que nos leva à perfeição. Isto nos conduzirá a uma paz entre nós e em nós, que só o Príncipe da paz pode produzir.

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