Algumas considerações sobre o Evangelho de Lucas

Nesta ministração considera-se todo o Evangelho de Lucas.

Lucas escreve para Teófilo – Lucas 1

  1. Tendo, pois, muitos empreendido pôr em ordem a narração dos fatos que entre nós se cumpriram,
  2. Segundo nos transmitiram os mesmos que os presenciaram desde o princípio, e foram ministros da palavra,
  3. Pareceu-me também a mim conveniente descrevê-los a ti, ó excelente Teófilo, por sua ordem, havendo-me já informado minuciosamente de tudo desde o princípio;
  4. Para que conheças a certeza das coisas de que já estás informado.

Dizem que Teófilo era discípulo de Lucas ou era novo convertido que estava se firmando no Senhor. O nome Teófilo significa amigo de Deus, já Lucas é um diminutivo de Lucano, e talvez tenha sido adotado por Paulo que provavelmente começou a chamá-lo assim e tinha uma característica diferente, pois ele não era judeu e sim grego, e era discípulo de Paulo.

Então Lucas era um homem não judeu que estava apresentando o evangelho para Teófilo, escreveu fazendo um resumo, mostrando que foi através de testemunhas oculares e ministros da Palavra, ou seja, a fonte dele foram homens de Deus que andaram com Jesus, para trazer a todos os povos o evangelho. Incluindo os judeus e os não judeus (gentios).

O livro de Lucas nos dá uma convicção da plena certeza das verdades da qual nós fomos instruídos, (v.4) e nos aconselha que o nosso coração deva transbordar dessas verdades.

Lucas tem o propósito de afirmar essas verdades e de apresentar Jesus a todas as nações. Ele ao escrever, coloca detalhes sobre a vida de Jesus. Observe:

“O anjo, porém, lhes disse: Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor.” – Lucas 2:10,11

Lucas deixa claro que Jesus nasceu para nós (vos nasceu), para mim, para você e para todos os povos e é isso que Lucas enfatiza em seu evangelho. Enquanto Mateus, por exemplo, fala em seu evangelho especialmente para aos judeus, inclusive a genealogia de Mateus começa com Abraão até chegar em Jesus. Já o evangelho de Lucas é um pouco diferente ele fala não somente para os judeus, ele foca apresentar o evangelho a todos inclusive aos gentios (não judeus), ele busca apresentar Deus para todos os povos. Lucas começa uma genealogia a partir de Jesus e vai mostrando seus antepassados, até chegar a Adão o inverso do que Mateus fez.

“Ora, tinha Jesus cerca de trinta anos ao começar o seu ministério. Era, como se cuidava, filho de José, filho de Eli; Cainã, filho de Enos, Enos, filho de Sete, e este, filho de Adão, filho de Deus. Havia em Jerusalém um homem chamado Simeão; homem este justo e piedoso que esperava a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava sobre ele. Revelara-lhe o Espírito Santo que não passaria pela morte antes de ver o Cristo do Senhor. Movido pelo Espírito, foi ao templo; e, quando os pais trouxeram o menino Jesus para fazerem com ele o que a Lei ordenava, Simeão o tomou nos braços e louvou a Deus, dizendo: Agora, Senhor, podes despedir em paz o teu servo, segundo a tua palavra; Porque os meus olhos já viram a tua salvação,” – Lucas 3:23-30

Ou seja, esse homem chamado Simeão teve uma revelação de que antes de morrer ele iria ver Cristo. E ele tinha plena certeza de que isto iria acontecer. Chegando ao templo em Jerusalém onde Jesus estava com seus pais tomou-o nos braços, louvou ao Senhor e ficou convicto de que sua hora de partir já poderia chegar, pois os seus olhos já viram a salvação que lhe tinha sido prometida que era por meio de Jesus Cristo.

O evangelho de Lucas é alegre com cânticos e músicas, e também é um Livro que restaura a posição das mulheres, dos pobres, dos aflitos. Há exemplos que nos dizem que quando as mulheres chegavam até Jesus, ele as tratava com grande cuidado, diferentemente do que era comum naquela época onde as mulheres eram tratadas com desprezo, tinham minúsculo valor dentro da cultura. E Jesus já chegou fazendo a diferença para essas mulheres.

Um exemplo é aquela mulher viúva de Naim, na qual tinha falecido seu filho (que tomava conta da casa). Jesus tem uma compaixão tão grande para com ela que não aguenta ver o seu sofrimento e ressuscita ao seu filho, porque Jesus vendo seu sofrimento sabia que o pior poderia vir se ela permanecesse sozinha.

Lucas relata estes fatos sobre as obras feitas por Jesus com muitos detalhes. Por isso lendo Lucas temos uma excelente base para pregar sobre o reino de Deus exatamente como ele é. Esse reino que é feito de paz, justiça e alegria no Espírito Santo.

Lucas teve muito cuidado em relatar a data que aconteceu a vinda de Jesus e a data que Jesus começou seu ministério. Ele se dedicou em mostrar a realidade dos fatos e fez questão de colocar as datas exatas dos acontecimentos.

Observe:
“E no ano quinze do império de Tibério César, sendo Pôncio Pilatos presidente da Judéia, e Herodes tetrarca da Galiléia, e seu irmão Filipe tetrarca da Ituréia e da província de Traconites, e Lisânias tetrarca de Abilene, Sendo Anás e Caifás sumos sacerdotes, veio no deserto a palavra de Deus a João, filho de Zacarias. E percorreu toda a terra ao redor do Jordão, pregando o batismo de arrependimento, para o perdão dos pecados; Segundo o que está escrito no livro das palavras do profeta Isaías, que diz: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; Endireitai as suas veredas. Todo o vale se encherá, E se abaixará todo o monte e outeiro; E o que é tortuoso se endireitará, E os caminhos escabrosos se aplanarão; E toda a carne verá a salvação de Deus.” – Lucas 3:1-6.

Neste trecho, Lucas fala a respeito das autoridades da época (o rei, governadores, tetrarcas, sumo-sacerdotes) e de repente (v.2) veio a palavra de Deus a João, filho de Zacarias, no deserto. João era considerado perante o povo como um Zé ninguém, sem valor, mas perante Deus era o ultimo profeta. Pois já estava escrito lá no livro de Isaias: “Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas.” Ou seja João era quem estava no deserto e foi quem preparou o caminho para a vinda de Jesus Cristo(v.3).

Se focarmos nas coisas passageiras, quando acabarem o que faremos?

Precisamos focar nosso olhar naquilo que é eterno. O Senhor quer ajustar esse foco em nós. Às vezes mantemos nosso foco em coisas passageiras, por exemplo: muitas vezes perdemos nosso tempo em redes sociais, ou na internet no geral, TV jogos e etc. na maioria das vezes vendo bobagens, fazendo coisas que não nos trazem nada. Enquanto o Senhor tem tantas coisas para dedicarmos nosso tempo, e coisas que são eternas. O Senhor quer nos trazer discernimento que pode ser para anunciá-Lo, para expressar a nossa fé, para pregar o Seu evangelho e Seu imenso amor que são coisas eternas.

As autoridades representaram naquela época coisas passageiras, mas a palavra de Deus não passa, esse era o objetivo de Lucas ao mostrar essas coisas para Teófilo e para todos os povos. Nós precisamos nos alimentar da palavra do Espírito, ter relacionamento com o Senhor e intimidade para podermos amar as pessoas e cumprir o propósito que Deus quer que façamos.

“Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente.” – 1 João 2:17

Temos o Espírito Santo habitando dentro de nós, ele se entristece quando fazemos alguma besteira, mas ele também nós traz muita alegria nas vezes que estamos desanimados e sem foco em nada.

João Batista não tinha medo nenhum – esse é um ponto que é decisivo na vida de uma pessoa – porque João batista chegou para Herodes e disse: não te é lícito possuí-la (que o mesmo tinha tomado para si próprio a mulher de seu irmão) e por essa causa Herodes se desfez, ou seja, João não temia mal nenhum, ele tinha um propósito que era de anunciar o evangelho do Reino de Deus independente de qualquer coisa, pois Herodes tinha bastante autoridade, mesmo assim João não teve medo. O senhor quer que sejamos como João Batista, que não tenhamos medo de falar do Reino de Deus para todos os povos.

Uma coisa interessante é que tem hora que nos calamos quando é pra falarmos e tem hora que falamos demais quando é para calarmos.

E por esse motivo que devemos ficar calados?

Jamais, não devemos ter medo de falar para não falarmos algo de errado, pois o Espírito Santo nos dá esse equilíbrio.

Atos 10
Onde Pedro prega o Evangelho para Cornélio que era gentio (não judeu) “e nós somos testemunhas de tudo o que ele fez na terra dos judeus e em Jerusalém; ao qual também tiraram a vida pendurando-o no madeiro” (v.39) ele explicando a Cornélio sobre o Evangelho, sobre a porta do reino, sobre o senhorio de Cristo. “E nos mandou pregar ao povo e testificar que ele é quem foi constituído por Deus Juiz de vivos e de mortos. Dele todos os profetas dão testemunho de que, por meio de seu nome, todo aquele que nele crê recebe remissão de pecados. Ainda Pedro falava estas coisas quando caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra.” (v 42-44), Pedro pregando, de repente caiu o Espírito Santo sobre todos, e teve que intervir sobre todos, é Espírito esse que dá nos dá o equilíbrio que precisamos.

Mt 17:4
Então Jesus estava em um alto monte e o rosto dele resplandecia como sol e suas vestes se tornaram brancas, daí apareceu Moisés e Elias a falar com Ele. Mas uma vez Pedro intervém “Então, disse Pedro a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, farei aqui três tendas; uma será tua, outra para Moisés, outra para Elias. 5. Falava ele ainda, quando uma nuvem luminosa os envolveu; e eis, vindo da nuvem, uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi.”

Mas uma vez o Espírito Santo estava agindo através de Pedro. Não devemos nos agitar, pois o Espírito Santo é quem nos dá esse equilíbrio e isso é tão maravilhoso quando acontece, porque temos a certeza que aquilo que estamos falando não é de nós, mas é o Espírito Santo que fala por nós, nos enche e muda a história de uma vida. É assim o Reino de Deus, rico, pois é feito de paz, justiça e alegria no Espírito Santo, é um equilíbrio, é o que precisamos para nos mantermos firmes. O Reino de Deus é completo com tudo que há de bom, nele não há brechas ocultas ou partes mal feitas.

Culto ministrado por Paulo Henrique – Cabugá

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