Ajustando o Discipulado

Tudo começa na nossa comunhão com Ele. O discipulado é a expressão da vida do Reino. Quando Jesus pensava na igreja, não estava pensando num local e sim em pessoas. A isto Ele chamou de corpo: ele pensava em vínculos. Os nossos relacionamentos precisam nos alimentar. Um bebê exige cuidado paterno, exige envolvimento por parte dos pais, o mesmo acontece no discipulado. Quando ficamos mais velhos, passamos a impressão de que não precisamos de cuidado. Mas por mais que passe o tempo, precisamos manter a amizade e aliança. O discipulado é a base de tudo que vamos fazer, e vai além do emocional. Não é para que eu me sinta bem apenas, é para receber tratamento, ensino. Podemos ficar admirando muito a pessoa e não nos aproximarmos de Cristo. É por isso que muitos caem, caem por não estarem ligados a Cristo e sim a pessoas.

 

Mateus 28:18-20

Esta é a declaração final de Jesus. Depois desta palavra Jesus foi assunto aos céus. Ele diz: “toda a autoridade me foi dada”. Ou seja: “o que eu falar é absoluto: portando vão e façam discípulos”. Na bíblia não aparece a expressão discipulado. É uma adaptação nossa. Ele disse que deveríamos fazer discípulos. Torna-se imperativo, não é opcional.

O discipulado não é: UMA OPÇÃO, um esquema, mas é algo PRÁTICO, DINÂMICO, DIÁRIO e PESSOAL.

Como eu sei se eu daria minha vida por Cristo, mesmo se houver risco para a minha família? Se eu o obedeceria até a morte? Simples, se eu renuncio todos os dias, se eu morro todos os dias.

A importância do modelo, Atos 1:1.

Cristo é o nosso modelo, o texto acima indica que primeiro ele fez e depois ensinou. Em Isaias diz que nele não havia formosura. É um homem de dores. Trabalhou, foi exemplo, cuidou da sua família. Mas quando chegou a hora de trabalhar para o Pai, ele abandonou tudo. Este é o Cristo que seguimos. É o nosso modelo. Ele é exemplo de renúncia.

O discipulado é muito mais do que transferência de conhecimento ou estudo bíblico. Não é uma questão de intelectualidade. Há discípulos que decoram tudo, mas não vivem, não praticam. É uma comunhão. Na comunhão vem o leitinho. O sustento.

O que não é discipulado?

  1. Discipulado não é um curso
  2. Reunião de discipulado para estudo bíblico. Já é interessante, pois envolve as escrituras. Mas ainda não é o suficiente.
  3. Reunião de discípulos para estudo da palavra e tratamento de caráter. É mais interessante, mas ainda não define o que é o verdadeiro discipulado (discipulado não é reunião).

Por que reunião não é discipulado? Porque não foi o que Cristo fez. Nenhumas dessas expressões mostram o que o Mestre fez. Jesus manteve um relacionamento, um convívio. Vai além da superficialidade. Não é um doutrinamento: é vida. Eles tinham clareza do que Jesus fez e entenderam o que Ele mandou.

E se convertessem três mil agora? O que faríamos? Derrubaríamos este local e faríamos um maior, ou vincularíamos estes novos? Não, faríamos o que foi que Jesus fez. Nós os vincularíamos, alguém estaria cuidando de alguém. Mesmo os novos estariam cuidando dos mais novos. Precisamos voltar a essência de Cristo.

Que tipo de discipulado Jesus tinha: Reunião ou relacionamento?

O relacionamento tem que ter interatividade. Tem que ter vida na vida. Aí começamos a nos perguntar se na nossa vida é assim. Infelizmente o nosso normal é começar a pensar no outro: Se fulano estivesse aqui esta palavra seria para ele. Não pode ser assim. Temos que ter a capacidade de viver mesmo que o nosso discipulador não esteja vivendo.

Jesus convivia, estava, observava, entendia, se relacionava com eles intensamente. Ter alguém que cuida de nós é um dom que Deus nos dá.

Eliminemos o mito da reunião de discipulado. Não existe o dia do discipulado. Quando isto ocorre, cria-se uma situação em que, segundo Mário Fagundes – presbítero em Salvador-BA, “o discipulador se sente mais discípulo do próprio Buda do que de Cristo”. Só sentado, olhando, prevendo tudo. Na verdade precisamos aprender a depender do Espírito santo.

A postura que o discípulo tem que ter e o ver, ouvir e perguntar.

Deve ter toda a disposição de imitar, deverá ter admiração e respeito pela vida de quem está lhe instruindo na palavra.

Imitar: 1 Coríntios 11:1, Filipenses 4:9 Não é trejeitos, manias, formas. Pode até acontecer uma certa assimilação, mas precisamos imitar a vida, o serviço. Precisa haver o imitar, tem que ter este feedback. Precisamos fazer como os discípulos faziam, olhando como Jesus fez.

Admiração: 2 Reis 3:11. Já servimos o nosso discipulador com este coração (Gal 6:6)? Eliseu tinha uma junta de boi. Ele imolou tudo a Deus. Poderia ter vendido tudo, pensando até se a vida de profeta não desse certo, teria uma pequena fortuna depois. Não se anda com quem se não se admira.

Respeito: Como a relação entre Paulo e Timóteo. Nem todo mundo é Paulo, mas todos podem ser como Timóteo. Devemos agir como filho. Temos que ter atitude de filho.

O que eu preciso para ser discipulado? Precisa ser manso, humilde e submisso, Mateus 11:29, Efésios 5:21.

O discipulador precisa instruir o discípulo na palavra e não com conceitos, com teorias. “Habite ricamente em vós a palavra de Cristo…”, Colossenses 3:16. O discipulado é em todo em tempo e em todo lugar com a vida e com a palavra de Cristo. Há um esforço muito grande de quem cuida. Macos 3:14. Um discipulado que não envolva relacionamento e missão fica desfocada. “Quando estamos em casa o máximo que pode acontecer é o programado, quando saímos à rua o mínimo que pode acontecer é o programado”. Ivan Baker.

Precisamos ir para a rua (shopping, praça, etc.). Precisamos enviar o nosso discípulo para pregar. Pergunto: o que é mais difícil cuidar de um discípulo velho ou de um novo? Muitas vezes é do mais velho. O coração dele, infelizmente, está cheio de manhas, acostumado a vida do seu discipulador. Longe de nós o perder, o coração de filhinho, de discípulo.

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